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Sexta-feira, 20 de setembro.

Primeira Leitura: nervosismo do mercado volta a subir com boatos.

Vai mal

O dólar fechou quinta-feira cotado a R$ 3,45, a dois centavos do recorde do plano real, R$ 3,47, registrado em 31 de julho. O C-Bond, principal papel brasileiro no exterior, era negociado a 52,8% do valor de face no fim da tarde. O risco voltou a ultrapassar os 2.000 pontos.

Pesquisa

O nervosismo dos mercados se agravou com boatos de que uma nova pesquisa do Ibope — desta vez para a Confederação Nacional da Indústria — traria Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda mais perto de vencer a eleição no primeiro turno.

Dramático

O detalhe dramático é que os indicadores financeiros se deterioram rapidamente justamente no momento em que as contas externas do país têm resultados positivos. Segundo o jornal Valor Econômico, agosto foi o primeiro mês desde 1994 em que o país teve superávit na conta corrente.

O jornal estimou que o saldo positivo seria próximo de US$ 500 milhões, beneficiado pelo surpreendente saldo positivo da balança comercial, de mais de US$ 1,5 bilhão.

Máquina mortífera

Por vezes acusado de ter a ajuda da “máquina” do governo, o tucano José Serra tem, na verdade, todos os motivos para temê-la. A tal “máquina” deu liberdade total de preços à Petrobras, o que resultou num aumento do gás de cozinha de 33,96% neste ano, enquanto a inflação oficial foi de 4,85%.

Máquina mortífera 2

O governo deixou ainda como herança ao seu candidato a maior taxa de juros do mundo. E, a um mês da eleição, sobram estatísticas terríveis sobre desemprego. No início da semana, a Fiesp anunciou o fechamento de 15 mil postos de trabalho em agosto.

Quinta-feira foi a vez do IBGE: em 12 meses, o nível de emprego industrial caiu 1,2%, e a folha de pagamento encolheu 2,2%.

São Paulo

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o nível de emprego industrial caiu 3,8% em 12 meses, e a folha de pagamento diminuiu 4,8%.

Lá vem bomba

O presidente dos EUA, George W. Bush, pediu ontem ao Congresso autorização para usar “todos os meios que [o presidente] julgar apropriados, inclusive a força”, para desarmar e derrubar o presidente do Iraque, Saddam Hussein.

Segundo o presidente americano, os EUA vão agir por conta própria se o Conselho de Segurança da ONU relutar em permitir uma ofensiva militar.

Assim falou...Benedita da Silva

“Não fizemos outra coisa a não ser corrigir erros de governos passados”.

Da governadora do Rio de Janeiro e candidata à reeleição pelo PT, depois da prisão do traficante Elias Maluco. Ela prometeu não usar a captura como trunfo eleitoral, mas sua declaração é uma crítica ao antecessor, o presidenciável Anthony Garotinho (PSB). Detalhe: a mulher dele, Rosinha Matheus, candidata ao governo do Estado, está com 50% da preferência do eleitorado na pesquisa Datafolha, contra 12% de Benedita. Ou seja, pode vencer no primeiro turno.

Tudo é história

Há pouco mais de uma semana, dois candidatos da oposição — Ciro Gomes (Frente Trabalhista) e Anthony Garotinho (PSB) — puseram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no centro do debate político. Motivo: quase todos os pedidos de resposta de Ciro no horário político de José Serra (PSDB) eram negados, enquanto que o tucano ganhava repetidas vezes o direito de responder ao adversário, com quem travava uma luta pelo segundo lugar nas pesquisas.

Os presidenciáveis e seus apoiadores acusavam o TSE de parcial por conta da assumida amizade do presidente do Tribunal, Nelson Jobim, com José Serra. Não se sabe se por reação — mostrar à opinião que essa ilação não existe —, ou apenas para sinalizar que será rígido com todos, visando a coibir uma campanha sangrenta, o TSE passou a tratar o tucano com um rigor exagerado.

Serra está proibido de mostrar imagens do petista Luiz Inácio Lula da Silva prometendo 15 milhões de empregos na campanha de 1998 — o que é fato. Proibido ainda de apresentar imagens do presidente nacional do PT, José Dirceu, dizendo que “essa gente tem de apanhar nas ruas e nas urnas”, numa referência ao governo paulista tucano. O programa do tucano não pode nem mesmo dizer que Lula não tem diploma de curso superior, o que é sabido e até utilizado pelo PT com marketing favorável ao seu candidato.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2002, 9h50

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