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Sob suspeita

Leia a ação impetrada pelo MPF em que Serra é citado

A passagem pelo Banespa foi polêmica. Junto com outro diretor, foi condenado em 1999 pela Justiça Federal de São Paulo por gestão temerária, um crime previsto na Lei do Colarinho-Branco. Liberou o equivalente a US$ 326 mil em empréstimos para a Companhia Brasileira de Tratores, uma empresa endividada à beira da concordata, apesar dos pareceres técnicos contrários. A sentença de quatro anos de prisão foi convertida em serviços à comunidade e multas. Vladimir Rioli, também denunciado pelo Ministério Público em outros casos, recorreu da decisão.

Além da política, Rioli milita em outros nichos. Palmeirense, meteu-se em uma comissão encarregada de tocar um projeto para transformar

o estádio do clube em uma fonte de receita, depois de uma reforma ambiciosa.

Ricardo Sérgio

O rei dos leilões, montou os consórcios para a privatização das teles. Ricardo Sérgio de Oliveira assumiu a diretoria Internacional do Banco do Brasil em 1995 por indicação de José Serra. Foi parceiro do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, na privatização das teles. Usando o poder que tinha no fundo de pensão do BB, orquestrou a montagem de consórcios que entraram nos leilões.

Gregório MARIN PRECIADO

Como representante da espanhola Iberdrola, conseguiu que a empresa arrematasse quatro ex-estatais de energia no Nordeste. Contou com a parceria do Banco do Brasil, da Previ e do amigo Ricardo Sérgio. Conseguiu uma incomum redução de dívida atrasada no BB. Espanhol naturalizado, é casado com uma prima de Serra.

Sérgio Motta

Morto em abril de 1998, foi o principal articulador político de Fernando Henrique, amigo de Mendonça de Barros e companheiro de Serra e Rioli desde os tempos da Ação Popular, movimento clandestino de esquerda ligado à Igreja Católica que combateu a ditadura. Como ministro das Comunicações, montou o processo de privatização das teles. Ficou conhecido pelo projeto de manter o PSDB 20 anos no poder.

Colaborou na matéria Sônia Filgueira” ( cf. DOC. n. 26).

As relações são na verdade suspeitíssimas. O Sr. RIOLI, quando estava no Conselho de Administração do BANESPA, terá beneficiado RICARDO SERGIO. Fato ocorrido em 1993.

06.gAs operações da GREMAFER com a SOCIMER

Há, ainda, outros fatos graves e suspeitos que devem ser narrrados nesta ação.

A firma GREMAFER, apesar de estar em pleno estado de falência, conseguiu trazer em 1995, por exemplo, U$ 1,2 milhão, do Caribe, através da firma Socimer Internacional Bank Limit, instituição financeira que atuava no paraíso fiscal quando foi liquidada pela Corte de Bahamas, depois de prejudicar correntistas espanhóis e chilenos.

No mesmo ano – 1995 -, enquanto a GREMAFER recebia perdões escandalosos de dezessete milhões de dólares, conseguiu ainda assinar um contrato com o Banco Sudameris para captar U$ 500 mil ( quinhentos mil dólares) do exterior por intermédio da venda de títulos no mercado externo. Estas operações, no exterior, tinham RICARDO SÉRGIO como principal responsável, já que o mesmo ocupava o cargo de Diretor de Relações Internacionais.

Como parte do acordo com a Sudameris, a GREMAFER ofereceu como garantia o mesmo imóvel da Vila Madalena, onde funcionava o comitê da campanha e a empresa do Sr. SERRA, então Ministro do Planejamento: aquele situado na Rua Simão Álvares, 1020, São Paulo SP.

As firmas do Sr. RIOLI - como constatou o Sr. AMAURY RIBEIRO - até hoje continuam recebendo recursos públicos. Junto com duas empreiteiras, a Pluricorp, empresa do VLADIMIR RIOLI que atua no mercado financeiro, está construindo nove condomínios em frente a fábrica da Ford, em São Bernardo do Campos, com 1.100 casas e apartamentos. O empreendimento está sendo financiado pela Caixa Econômica Federal. Em seu currículo, o Sr. Rioli faz questão de mostrar aos clientes sua afinidade com o poder público.

O mesmo informa, por exemplo, que fez parte da comissão do governo que definiu as regras de privatização. A Pluricorp, que também deu consultoria sobre as regras do processo de privatização, teria operado com fundos de pensão, de empresas estatais, na construção de Shopping Centers. O MPF está verificando o Shopping Iguatemi, ligado ao Sr. JEREISSATI, que parece ter ligações também as pessoas citadas nesta ação. O ponto sobre as privatizações mais suspeito é justamente a atuação dos fundos de pensão nas privatizações, também ligada ao Sr. EDUARDO JORGE. O DOC. n. 34 ampara a narrativa.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2002, 18h04

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