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Sob suspeita

Entraram, respectivamente, com 49%, 39% e 12% de seu capital, participação que definiu o valor a ser desembolsado pelos sócios em cada leilão.

Com 49%, a Previ tinha o suficiente para dar a vitória aos espanhóis e, ao mesmo tempo, não deter o controle acionário das empresas a serem leiloadas. Enquanto negociava com a Previ e com o Banco do Brasil, MARIN liderou duas viagens de executivos espanhóis a Salvador, em 1997, para reuniões com o governo estadual. Nas duas ocasiões, o empresário apresentou-se como "consultor" da Iberdrola.

A parceria entre MARIN , RICARDO SÉRGIO e João Bosco Madeiro da Costa foi consagrada em 31 de julho de 1997, quando o consórcio Guaraniana - composto pela Iberdrola, pela Previ e pelo BANCO DO BRASIL -Banco de Investimento - levou a Coelba por R$ 1,7 bilhão, com ágio de 77%.

Foi o primeiro de três leilões de estatais nordestinas de energia vencidos pelo trio. Em dezembro de 1997, a Guaraniana comprou a Cosern por R$ 676 milhões e, em fevereiro de 2000, levou a Celpe por R$ 1,8 bilhão.

Depois de levar as três companhias, os executivos da Iberdrola pressionaram a Previ e o Banco do Brasil para que vendessem suas participações nos negócios. Os primeiros sinais de interesse em assumir o controle das empresas surgiram em julho de 2000.

Em dezembro do ano passado, o presidente do BANCO DO BRASIL, Eduardo Guimarães, chegou a discutir o assunto com demais diretores do banco e com a Previ. Mas na Previ a proposta não foi bem recebida”.

Enquanto o Banco do Brasil agraciava com rolagens e perdões as firmas de GREGÓRIO MARIN PRECIADO , também lhe dava bilhões ( considerando os recursos da PREVI, controlada pelo Banco do Brasil) para que este, associado com uma multinacional, passasse a controlar estatais. Os fatos ocorreram durante o ano de 1997, quando RICARDO SÉRGIO tinha total controle sobre o Banco do Brasil e sobre os fundos de pensão.

Há outros fatos mais graves envolvendo o Sr. RICARDO SÉRGIO, como faz ver outra reportagem do jornal Folha de São Paulo:

“Suspeito de pedir propinas nas privatizações será ouvido pela CPI do Banespa

Os jornais desta quinta-feira, 16, informam que os empresários RICARDO SÉRGIO de OLIVEIRA e GREGÓRIO MARIN PRECIADO foram convocados pela CPI do Banespa para prestarem depoimento na semana que vem, em Brasília.

RICARDO SÉRGIO é ex-diretor do Banco do Brasil e ex-arrecadador de fundos para campanhas do presidenciável tucano, José SERRA, e do presidente Fernando Henrique Cardoso. A CPI acredita que ele participou de negócios com o Banespa que precisam ser esclarecidos.

O ex-caixa do tucanato já está envolvido em denúncias sobre pagamento de propinas nos processos de privatizações do Sistema Telebrás e da Companhia Vale do Rio Doce.

Ele é acusado de solicitar altas quantias em troca do apoio da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) aos consórcios vencedores dos leilões.

GREGÓRIO MARIN foi membro do Conselho de Administração do Banespa, de 1983 a 1987, e teve um terreno em sociedade com José SERRA no bairro do Morumbi, região nobre de São Paulo”.

Consta, também, na edição da revista “Veja” de n.º 1751 de 15/05/2002, pág.46, que em 1996 o RICARDO SÉRGIO (Diretor do B.B) e GREGÓRIO MARIN PRECIADO montaram o consórcio Guaraniana S/A, na qual participava a PREVI, B.B e fundos administrados pelo B.B, além dos espanhóis da IBERDROLA, representada oficialmente por GREGÓRIO MARIN PRECIADO .

Na reportagem está dito que em apenas três anos - entre 1997 e 2000 -, esse consórcio, montado por RICARDO SÉRGIO e GREGÓRIO MARIN PRECIADO , arrematou três estatais de energia elétrica – a baiana “COELBA”, a pernambucana “CELPE” e a potiguar “COSERN”, que juntas respondem por um negócio de quatro bilhões de reais.

O Sr. GREGÓRIO MARIN PRECIADO , ao responder à imprensa que o questionava sobre ter sido representante da empresa espanhola Iberdrola durante privatização de empresas estatais de energia elétrica, declarou que sua “atuação consistiu em ajudar a trazer para o Brasil capitais estrangeiros produtivos”. Confirmou, assim, o teor básico das reportagens.

Eis um resumo cronológico das relações entre a firma MARIN E e a firma IBERDROLA NO BRASIL:

1995 - Iberdrola Energia e banco Bilbao Viscaya Argentina (BANCO DO BRASILVA) criam a Gamesa Energia Internacional, com sede na Espanha.

1995 - No mesmo ano, no Brasil, GREGÓRIO MARIN PRECIADO e o Grupo Auxiliar Metalúrgico, que é controlada pela Iberdrola e pelo BANCO DO BRASIL S/A, constituem a Gamesa Brasil Comercial (depois Gamesa Serviços do Brasil).

1996 - A Iberdrola Energia, em parceria com a Previ (maior fundo de pensão do país) e com o Banco do Brasil, criam o consórcio Guaraniana para participar de leilões de privatização de companhia elétricas estaduais.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2002, 10h18

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