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Sob suspeita

Ricardo Sérgio, ex-arrecadador de fundos para campanhas de José Serra, estava convocado para explicar operações que teria feito em 1992 com o Banespa, envolvendo um valor equivalente a US$ 3 milhões. Em 1995, quando o ex-banco estatal paulista estava sob intervenção federal, documentos relativos a esse caso teriam "desaparecido", segundo Robson Tuma.

GREGORIO MARIN

GREGORIO MARIN foi do Conselho de Administração do Banespa de 83 a 87, com o apoio de José Serra para ocupar o cargo. É também casado com uma prima do tucano e teria realizado operações de empréstimos no Banespa que a CPI gostaria de esclarecer. Foi sócio de Serra em um terreno em São Paulo que foi vendido em 1995.

Na questão de ordem para derrubar os depoimentos de Ricardo Sérgio e de GREGORIO MARIN , o governo também incluiu o pedido de cancelamento da convocação das seguintes pessoas: Vidal dos Santos Rodrigues, Antonio Diamantino Rodrigues, Roberto Visneviski e RONALDO de SOUZA .

Todos estariam ligados ao empréstimo de US$ 3 milhões com o qual Ricardo Sérgio estaria relacionado.

O Sr. RICARDO SÉRGIO declarou ao jornal Folha de São Paulo que "todo o colegiado da diretoria (do BANCO DO BRASIL) votou a favor' das operações”. Logo, confessou - por ser então membro da Diretoria - que também participou das decisões.

06.m A participação do Sr. GREGÓRIO PRECIADO nas privatizações

O Sr. GREGÓRIO PRECIADO teve outros benefícios do governo, que ocorreram principalmente graças às suas relações com o Banco do Brasil e com a PREVI. A PREVI é controlada pela Diretoria do Banco do Brasil. O Sr. RICARDO SÉRGIO colocou o Sr. JOÃO BOSCO MADEIRA, que tinha sido seu chefe de gabinete, justamente na Diretoria de Operações da PREVI. O Banco do Brasil e a PREVI auxiliaram as firmas ligadas e pertencentes ao Sr. GREGÓRIO MARIN PRECIADO nas privatizações. Esta reportagem da Folha de São Paulo explica estes benefícios:

“Folha de S. Paulo - 15 de maio de 2002, na editoria Brasil

GREGÓRIO MARIN PRECIADO obteve R$ 2 bilhões para disputar privatização de estatais de energia elétrica

Ex-sócio de SERRA representou espanhóis em leilão

Atuando como representante da empresa espanhola Iberdrola, o empresário GREGÓRIO MARIN PRECIADO , contraparente e ex-sócio do presidenciável tucano José SERRA num terreno em São Paulo, obteve R$ 2 bilhões na Previ, nos últimos cinco anos, para disputar leilões de privatização de três estatais estaduais de energia.

A Iberdrola atualmente comanda as ex-estatais Coelba, da Bahia, Celpe, de Pernambuco, e Cosern, do Rio Grande do Norte, apesar de haver gasto R$ 1,6 bilhão nos três leilões, menos do que a Previ, que investiu R$ 2 bilhões.

O Banco do Brasil, também sócio nesses investimentos, entrou com R$ 500 milhões. O negócio, ao todo, saiu por cerca de R$ 4,1 bilhões (7).

MARIN não tinha cargo formal na empresa, mas foi seu representante tanto na Previ como nos governos dos Estados que privatizaram companhias energéticas. Na semana passada, a Folha revelou que duas empresas de MARIN , a GREMAFER e a ACETO, tiveram suas dívidas no BANCO DO BRASIL reduzidas em R$ 73,7 milhões. Ambas doaram recursos para a campanha de José SERRA ao Senado, em 1994.

A redução da dívida foi aprovada pela diretoria do Banco do Brasil, com o voto do então diretor RICARDO SÉRGIO de OLIVEIRA, ex-caixa de campanha de SERRA, também em 1994, e indicado para o cargo com o aval do tucano.

Na privatização das empresas de energia, porém, RICARDO SÉRGIO não só deu seu voto favorável à união do BANCO DO BRASIL com a Iberdrola como trabalhou para que a Previ, o maior fundo de pensão do país, integrasse o consórcio dos espanhóis.

Em leilões de estatais, conseguir o apoio da Previ é um grande trunfo, já que o fundo tem um patrimônio para investimento de cerca de R$ 38 bilhões. Foi assim nas privatizações da Vale, da Telebrás, da CPFL e da Ferronorte.

No dia 10 de julho de 1997, a direção da Previ reuniu-se no Rio de Janeiro para discutir uma proposta do então diretor João Bosco Madeiro da Costa.

Ex-assessor de RICARDO SÉRGIO no Banco do Brasil, Madeiro foi indicado para a Previ por ele e representava, no fundo de pensão, RICARDO SÉRGIO.

Madeiro propôs que a Previ aceitasse o pedido da Iberdrola e se aliasse à empresa para disputar o leilão da Coelba, em julho.

"A Diretoria decidiu aprovar a proposta do sr. diretor técnico (Madeiro) constante da Nota Diret/Gecap, de 03.07.97, ou seja, a associação da Previ com a Iberdrola e ao prosseguimento das negociações com vistas a participação no processo de privatização da Coelba", diz a ata da reunião, obtida pela Folha.

Na disputa pelas estatais de energia, a Previ, a Iberdrola e o BANCO DO BRASIL - Banco de Investimentos formaram um consórcio, chamado Guaraniana.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2002, 10h18

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