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Reação demorada

Aidar diz que prisão de Elias Maluco é resposta ao crime organizado

O presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar, disse que a prisão de Elias Pereira

da Silva, o Elias Maluco, é uma resposta efetiva do poder formalmente constituído ao "poder paralelo" do crime organizado. Elias Maluco é apontado como principal suspeito de ter torturado e assassinado o jornalista Tim Lopes. Aidar afirmou que o "poder paralelo" estava conseguindo, até aqui se manter fora do alcance da lei através de uma rede intricada de corrupção, formada por colaboradores que agem dentro das instituições do Estado.

Segundo ele, a impunidade dos criminosos e a complacência das autoridades com o crime organizado têm levado a uma escalada, sem precedentes, da violência no País. Por isso, disse Aidar, a população desconfia da competência do Estado em controlar até mesmo uma unidade prisional e garantir as vidas sob sua custódia. "Se o

poder público não tem controle sobre os presídios, onde o Estado impõe seu modelo disciplinar mais coercitivo, o que se pode esperar nas ruas?", perguntou Aidar.

Para Aidar o crime organizado busca hegemonia de comando em todo o País. "Antigamente os detentos tinham modelos nas prisões como a família, a oficina e a escola. Agora, o modelo que seguem é do crime organizado, porque é o que conta", disse o presidente da OAB-SP. Ele disse ainda que antes o Estado vigiava e impunha sanções aos presos e, agora, são os criminosos que vigiam e punem a sociedade brasileira, com o fechamento de escolas e do comércio.

No entender do presidente da OAB-SP, o crime organizado precisa ser contido o quanto antes diante de seu adensamento vertiginoso. " Ou o Estado, a partir da prisão de Elias Maluco, toma nas mãos as rédeas da situação, propondo e executando um denso e sistemático programa de combate à criminalidade, ou o país se tornará refém do crime organizado, a despeito da indignação e do clamor populares", disse Aidar.

Revista Consultor Jurídico, 19 de setembro de 2002, 18h35

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