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Direito de resposta

Correio Braziliense recorre ao TRE para responder PMDB

O jornal Correio Braziliense entrou, na noite de quarta-feira (18/9), com pedido de resposta no Tribunal Regional Eleitoral ao programa da coligação partidária do governador e candidato à reeleição do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

O jornal foi acusado de fazer notícias mentirosas contra Roriz. Ricardo Noblat e Paulo Cabral, diretor de redação e presidente do jornal e dos Diários Associados, foram acusados de utilizarem ilegalmente R$ 172 milhões dos R$ 225 milhões liberados pela União pela cassação da Rádio Diário de Pernambuco, no início da década de 80. Na edição desta quinta-feira (19/9), o Correio respondeu às acusações feitas durante o programa, veiculado na terça passada.

Sobre as acusações de que "há anos, o Correio ataca o governador Joaquim Roriz com reportagens e manchetes mentirosas e agora tem feito tudo para tentar eleger o candidato do PT ao GDF", o diário respondeu: "O Correio não ataca ninguém, ele simplesmente publica tudo que possa interessar a seus leitores. Foi assim quando noticiou o desvio de recursos da Asefe para financiar campanhas de candidatos de esquerda em 1998 (...)".

A respeito do dinheiro que teria sido desviado com a indenização, o Correio respondeu que o ressarcimento foi pago em setembro de 1997 "à Rádio Clube de Pernambuco S/A, empresa que pertence ao condomínio Associados. Os R$ 172 milhões foram aplicados nas diversas empresas do grupo, que hoje reúne 12 jornais, 12 emissoras de rádio e sete de televisão. E em novas mídias".

Herdeiro de Assis Chateaubriand, Gilberto Chateaubriand pediu na Justiça o bloqueio dos bens pessoais dos condôminos dos Diários Associados. Ele alega que o dinheiro pago pela cassação da rádio deveria ter sido distribuído entre os acionistas e não ao Condomínio Associado. O advogado de Gilberto, Mauro Fitchner, entrou com ação contra o Condomínio em outubro do ano passado. O processo ainda está correndo na Justiça.

O jornal afirma ser ético e não apoiar governadores. Cita como a verba investida para anúncios do governo de Joaquim Roriz. "Nos últimos seis anos, em média, menos de 1,5% da receita de publicidade do jornal derivou de anúncios do Governo Federal e do GDF. No atual mandato de Roriz, o GDF jamais aplicou no Correio sequer 10% de sua verba total de publicidade. Isso apesar de o Correio ser lido por 85 a cada 100 leitores de jornais no Distrito Federal. Ainda assim, o governo Roriz gastou até agora com anúncios no Correio mais do que o governo Cristovam em quatro anos".

Fonte: Comunique-se

Revista Consultor Jurídico, 19 de setembro de 2002, 15h30

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