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Quinta-feira, 18 de setembro.

Primeira Leitura: guerra aberta entre Lula e Serra é declarada.

Confronto aberto PT-PSDB

A campanha eleitoral entrou em fase de guerra aberta entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano José Serra. "Eles atacaram primeiro, e agora vamos contra-atacar", afirmou Nizan Guanaes, marqueteiro de Serra.

Atirou primeiro

O primeiro ataque, diz Nizan, foi feito por intermédio do procurador Luiz Francisco de Souza, que, na segunda-feira, afirmou que, "por ética", embora não tenha qualquer prova, iria citar o candidato tucano na ação a que dará entrada na Justiça contra Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregorio Marin Preciado, marido de uma prima do candidato tucano.

Terça-feira, Luiz Francisco foi adiante: disse que o "elo" entre Preciado e Ricardo Sérgio é Serra, que "pode vir a ser um dos réus na ação".

Ironia

Ao comentar o assunto, Lula foi irônico: "Ora, se tem o indício de prova e tem um promotor público que está investigando, a investigação pode ser boa para o Serra porque vai dar a ele total atestado de idoneidade". Perdeu a chance de falar sério.

Escondido

Serra também manteve o tom alto e disse que Lula tem-se ocultado atrás de outras figuras. "Ele vai ao debate, tem o Garotinho. Na TV, tem o Lula light do Duda Mendonça. Agora, tem o procurador petista. Está na hora de ele se mostrar tal como é.”

Radical

A campanha tucana também ironizou o fato de Lula não ter diploma universitário e levou ao ar cenas, gravadas há dois anos, em que o presidente do PT, José Dirceu, dizia que "eles [os tucanos] têm de apanhar na rua e nas urnas".

Depois, foi exibido um vídeo da agressão sofrida pelo então governador paulista, Mário Covas por grevistas. O programa termina com a frase: "Atenção, este PT você não vê na TV".

Quem aparece

Levantamento feito por um grupo de petistas que se intitula "Diálogo com a imprensa" demonstra o óbvio, porém negado com veemência, pelos próprios petistas: Lula é o líder isolado, em números absolutos, das notícias positivas veiculadas por quatro jornais: Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.

Os números

No total, entre os dias 6 e 13 de setembro, o petista contou com 90,16 notícias positivas, contra 67,12 para José Serra, ou seja, uma vantagem de 34,32%. Ainda assim, alguns analistas e o próprio partido acusam a mídia de apoiar o candidato tucano.

O preço de Lula-lá

O mercado corrigiu novamente o preço de uma possível vitória eleitoral de Lula. Ontem, boatos de que Lula teria crescido nas pesquisas fizeram com que o dólar fechasse em alta de 1,06%, a R$ 3,250. Segundo analistas, a moeda americana pode se valorizar ainda mais.

Temor estrangeiro

A taxa de risco do país teve uma alta considerável, de 4,49%, fechando a 1.862 pontos. Esse número significa que um empréstimo para o Brasil tem de ser concedido com juros 18,62 pontos percentuais acima da taxa paga pelos EUA.

E indica um crescente temor dos investidores estrangeiros com a possibilidade de um calote da dívida brasileira.

Ainda não

Para o economista Vladimir Caramashi, da corretora Fator-Doria Atherino, é precipitado falar na eleição de Lula já no primeiro turno, pois o candidato sofrerá muitos ataques dos adversários até o dia 6 de outubro.

Bem na foto

A vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, elogiou a condução da economia no Brasil e demonstrou confiança em que o novo presidente mantenha as políticas macroeconômicas do atual governo.

Assim falou...José Serra

“Lula defende a bomba atômica”.

Do presidenciável tucano sobre seu adversário petista, que em palestra a oficiais militares falou contra o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Ontem, foi a vez de Serra falar a representantes das Forças Armadas.

Assim falou...George W. Bush

“É hora decidir se elas [as Nações Unidas] serão uma força para o bem e para a paz ou uma sociedade ineficaz de debates”.

Do presidente dos EUA, cobrando da ONU uma nova resolução sobre o Iraque, detalhando o que Saddam Hussein deve fazer para não ser atacado.

Não estava escrito

Domingo Cavallo deixou Buenos Aires, onde quase não podia sair às ruas depois de ter determinado o congelamento das contas bancárias dos argentinos, e mudou-se para Nova York, onde vai lecionar numa escola de negócios, The Leonard Stern Business School.

O currículo do novo professor não informa, porém, que Cavallo foi ministro da Economia da Argentina nem que foi o pai do regime de conversibilidade, pelo qual um peso valia um dólar, modelo que levou o país à falência.

Revista Consultor Jurídico, 18 de setembro de 2002, 9h44

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