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Terça-feira, 17 de setembro.

Primeira Leitura: Luiz Francisco acirra briga entre Serra e Lula.

Semana sangrenta

Tudo caminha para um confronto dos mais ácidos entre os candidatos à Presidência do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e do PSDB, José Serra, nesta semana.

O tom que deve prevalecer é sugerido, por exemplo, pela ação de improbidade administrativa a que o procurador da República no Distrito Federal, Luiz Francisco Fernandes de Souza, deve dar entrada nesta terça-feira contra os empresários Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregorio Marin Preciado e Vladimir Antônio Violi.

Acusação

Luiz Francisco diz que a razão principal da ação é mostrar os atos ilícitos cometidos na concessão dos empréstimos (pelo Banco do Brasil e pelo Banespa) e no perdão da dívida às empresas de Marin Preciado, casado com uma prima de Serra.

Os empréstimos foram negociados por Ricardo Sérgio, ex-caixa de campanha do candidato e, na época, diretor do Banco do Brasil, e por Violi, que foi sócio do tucano na empresa Consultoria Econômica.

Reincidência

O procurador foi a grande estrela das acusações contra Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência, que teve a sua reputação espicaçada pelo Ministério Público sem que, passados dois anos, tenha sido apresentada nem uma prova sequer contra o acusado.

“Coisa de petista”

No Rio, Serra reagiu: "Luiz Francisco é um militante do PT, foi filiado durante quatro anos, de carteirinha. É uma jogada eleitoral".

Resposta de petista

Em Aracaju, Lula enfatizou sua admiração pelo trabalho do Ministério Público e insinuou que Serra está tentando desviar as atenções ao acusar o PT de fazer jogo eleitoral.

Agora pode

Há menos de três meses, petistas acusavam o Ministério Público de exploração política na investigação das denúncias de corrupção na Prefeitura de Santo André.

Preço de Lula

O mercado fez segunda-feira uma forte correção em seus preços por conta de boatos de crescimento de Lula nas pesquisas. O dólar subiu 1,74%, para R$ 3,26. A taxa de risco do país estava em 1.769 pontos básicos, em alta de 2,91%. Os contratos de juros com vencimento em janeiro projetaram taxa de 20,97% ao ano, um aumento de 2,54% em relação à taxa prevista na sexta-feira. A Bovespa registrou queda de 3,43%.

Anticampanha

O presidenciável Ciro Gomes (Frente Trabalhista) está fazendo uma espécie de anticampanha: gasta todo o tempo atacando José Serra e o governo FHC.

Campanha para 2006

Já Anthony Garotinho (PSB) faz campanha aberta para 2006. Critica a tudo e a todos, de modo a criar factóides que o mantenham na mídia.

Emprego garantido

Garotinho, na verdade, é o que está em situação mais confortável entre os presidenciáveis: tem emprego garantido até 2006, já que sua mulher, Rosinha, deve ganhar a eleição para o governo no Rio.

Assim falou... Luiz Francisco Fernandes de Souza

"Há evidências de que o Serra esteja envolvido nas ações, mas não existem documentos".

Do Procurador da República no Distrito Federal, ao reconhecer que não existem provas contra Serra no documento, de 60 páginas, que tenta dar vida nova a denúncias antigas.

Tudo é história

Durante seis anos do governo FHC, a balança comercial brasileira foi deficitária. Sem uma política industrial que reduzisse a dependência das empresas brasileiras de componentes e insumos importados, e sem programas agressivos de exportação, a balança pendia para o negativo, e pouca gente via nisso um problema. Eram, afinal, tempos de prosperidade mundial, e o investimento estrangeiro para países emergentes era farto e cobria a necessidade de dólares. Desde o ano passado, esse cenário mudou.

A aversão de investidores à América Latina se acentuou depois do default da Argentina e desvalorizou moedas na região. O Brasil se adaptou ao novo ambiente promovendo um ajuste recessivo. E foi com base na queda de importações que passou a ter a balança superavitária no ano passado. Neste ano, de novo a recessão explica o bom desempenho comercial, mas, por causa do dólar alto, começa a haver também um movimento de substituição de importados nas indústrias, em especial as metalúrgicas — o setor químico está longe de esboçar uma reação.

Assim, a balança já acumula um superávit de US$ 6,3 bilhões neste ano. Para o ano que vem, a perspectiva é boa, mas ainda baseada num crescimento pequeno da economia. Daí porque os candidatos falam em política industrial. Eles sabem que o desafio não é apenas o de atrair dólares com exportações maiores do que as importações, mas conseguir isso com a economia em crescimento.

Revista Consultor Jurídico, 17 de setembro de 2002, 9h46

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