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Onda de violência

Francisco Fausto defende criação de empregos para conter violência

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, afirmou que leis mais rígidas devem ser criadas para conter a violência, o tráfico de drogas e rebeliões como a deflagrada no Presídio de Bangu I. O ministro disse que o aumento da violência é decorrente de um quadro social nebuloso vivido pelo Brasil, mas criticou as enormes facilidades praticadas pelo Judiciário e Legislativo com relação à questão penal.

“Os habeas corpus, que antes serviam para proteger a cidadania, hoje tiram bandidos da cadeia. A redução de pena é outro problema. O criminoso vai para a prisão, se comporta muito bem para ter a pena reduzida em um terço do tempo e quando ganha a liberdade repete o crime. Está errado”, afirmou.

Se a criação de leis rígidas para dificultar a liberdade para criminosos é a solução de médio prazo para conter a violência, a geração de empregos é a alternativa mais viável, na opinião de Francisco Fausto, para modificar o quadro social atual a longo prazo. Segundo o ministro, se houvesse uma política eficaz de geração de empregos, a violência não estaria nos patamares atuais.

“Mas temos um aceno muito bom agora. Se o próximo presidente da República conseguir transformar em realidade o número de empregos que todos os candidatos estão prometendo, teremos reduções tanto dos índices de desemprego quanto da violência no País”, afirmou.

O presidente do TST citou ainda a globalização como mais um obstáculo para a diminuição da violência. “Que ninguém se engane. A globalização é o imperialismo econômico com outro rosto. Está acabando com as empresas brasileiras e, conseqüentemente, com os empregos”, afirmou. Ainda segundo o ministro, muitos produtos consumidos no País, das bodegas às grandes lojas, têm servido para engordar o faturamento de empresas sediadas em países de economias muito mais competitivas do que a brasileira.

Revista Consultor Jurídico, 13 de setembro de 2002, 11h10

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