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Quarta-feira, 11 de setembro.

Primeira Leitura: Ciro critica postura paz e amor de Lula.

Vai indo que eu não vou

Como o site Primeira Leitura advertiu em 6 de setembro, tenta-se criar um clima artificial de ilegalidade no país para tentar macular o processo eleitoral. Nesta terça, aqueles que se mostram inconformados com o resultado das pesquisas voltaram à tona.

Ciro Gomes, candidato da Frente Trabalhista à Presidência, e Anthony Garotinho, do PSB, já se lançaram nessa empreitada e querem a participação de Luiz Inácio Lula da Silva. O petista, porém, não respondeu aos dois. Pelo que tem dito, Lula deve ficar de fora. Até porque, na liderança das pesquisas e com chances de vencer o pleito, nada ganharia com isso. Só perderia.

Urso

Ciro criticou a postura “paz e amor” do petista. "Se este candidato do governo [José Serra] agora perceber que terá êxito, acho que vamos ver logo a destruição de Lula", afirmou.

O deputado João Herrmann (PPS-SP), um dos coordenadores da campanha de Ciro, afirmou que o petista deveria combater os tucanos. "O urso precisa acordar", alertou.

Abaixo-assinado

Garotinho coleta assinaturas para um documento que pede o afastamento de Nelson Jobim da presidência do TSE. Ciro já teria decidido assinar. Para o candidato do PSB, que chamou o PT para participar, se Lula acredita que continuará a ser bem-tratado pelos governistas, engana-se.

No aguardo

A campanha de José Serra, por enquanto, não atacou de frente o petista. Na televisão, o programa buscou deixar claro que a polarização será entre Serra e Lula e convidou o eleitor a pensar sobre qual dos dois estaria mais preparado para, por exemplo, cumprir a promessa de criar empregos.

Voto útil

O site de Serra na internet prega o voto “no candidato mais forte para vencer Lula”, mas tenta manter o nível. O editorial lembra que "Serra e Lula são adversários políticos, não inimigos, e já estiveram do mesmo lado muitas vezes nos últimos anos". Há também um texto que dá vivas ao debate, à democracia, a Serra e a Lula.

Por aí não

Os tucanos, porém, não estão só para amabilidades com Lula. E, prevendo que o petista deve atacar o governo FHC, já definiram a linha de reação. “Se for para fazer avaliação de governos, vamos ter de lembrar Santo André, o governo da Marta em São Paulo e do Rio Grande do Sul", diz Rui Rodrigues, um dos marqueteiros de Serra.

Virulência

A agressividade dos ataques de Ciro a Serra prossegue. Terça-feira, o candidato disse que vê no tucano “a semente de um ditador”. Em seu pedido para que a ONU envie observadores para acompanhar as eleições, João Herrmann acusa Serra de comandar um “Estado paralelo”. Na internet, texto de Sebastião Nery, jornalista que apoiou Collor, chama o tucano de "fascista completo".

Só agora

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, que muito resistiu antes de declarar seu voto em Serra, finalmente disse torcer pelo tucano. Em palestra a analistas na sede do banco central da Inglaterra, afirmou que é provável que Serra vá para o segundo turno e acrescentou que espera que ele vença.

Gros, de novo

O presidente da Petrobras, Francisco Gros, que já defendeu a liberdade de a estatal — na prática, um monopólio — definir seus preços voltou à carga. Ontem, diante da possibilidade de haver uma alta nos preços do petróleo por causa de um eventual ataque ao Iraque, disse que a Petrobras aumentará os combustíveis quando "achar conveniente".

Assim falou...Jorge Viana

“Não há nenhum elemento que coloque em dúvida ou que coloque mácula na condução do processo eleitoral pelo TSE. Não somos republiqueta.”

Do governador do Acre e candidato à reeleição reagindo ao pedido do líder do PPS na Câmara e coordenador da campanha de Ciro Gomes, João Herrmann, para que a ONU envie observadores internacionais para atestar a lisura ou não das eleições brasileiras.

A história continua

Um ano depois dos atentados a Nova York e a Washington as questões que permitiram algum entendimento daquele fato terrível continuam praticamente as mesmas. Ou pioraram.

O conflito entre israelenses e palestinos aprofundou-se. A intervenção americana na região continuou gravemente desequilibrada em favor de Israel e de governos árabes corruptos e autoritários. Aprofundou-se o unilateralismo dos EUA, que alimenta o sentimento antiamericano. E, por fim, a situação das massas muçulmanas em nada melhorou.

Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2002, 10h03

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