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Sexta-feira, 6 de setembro.

Primeira Leitura: presidenciáveis mostram diferenças em programas.

Finalmente, as diferenças

Tudo parecia bastante igual até havia pouco. Mas as diferenças entre os presidenciáveis começam a se tornar claras. Quinta-feira, num debate na Andima (associação que reúne bancos e corretoras), assessores dos candidatos mostraram que os marcos de política econômica de cada um dos presidenciáveis não são, afinal, exatamente os mesmos. Cada um procura sua marca específica.

Para onde vão

José Serra (PSDB) vai se fixar na "segurança econômica" da era FHC; Ciro Gomes (Frente Trabalhista) seguirá a rota das medidas de impacto e da resolução rápida de temas como reforma tributária (o que é impossível); Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará reocupar um nicho mais à esquerda.

O que disseram

No debate, Luiz Paulo Vellozo Lucas (Serra) enfatizou que qualquer mudança só será possível por causa da estabilidade. Mauro Benevides Filho (Ciro) prometeu mandar ao Congresso, no primeiro mês, propostas de reformas da Previdência e tributária.

Guido Mantega (PT), dizendo-se preocupado com a inflação, propôs rever os contratos das empresas de energia e telefônicas para desindexar as tarifas.

Contradição

Mantega talvez não tenha se lembrado de que Lula assumira o compromisso de que todos os contratos seriam cumpridos. A revisão pode até ser justificável pela tentativa de controlar a inflação, mas, então, era melhor o petista não se comprometer como fez.

Marola

Os partidos da coligação de Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB) divulgaram nota dizendo que "ministérios (...) passaram a ser usados como usinas de (...) verdadeiras calúnias” contra seus candidatos.

"No TSE, (...) surpreende-nos a freqüência com que pedidos de direito de resposta do candidato do governo, José Serra, são deferidos e executados", prossegue o texto.

Criando clima

O presidente do TSE, Nelson Jobim, respondeu: "O tribunal não discute mobilizações políticas, discute processos". Ciro parece estar criando um clima para, em caso de derrota, poder dizer que a eleição foi ilegítima.

Falsas urnas falsas

Quinta-feira, em Brasília, foram encontradas mais duas urnas eletrônicas falsas. Até quarta, já haviam sido apreendidas outras três em cidades-satélites. Essa é uma falsa questão eleitoral. É, sim, proibido fabricar urnas para ensinar eleitores, mas o sistema do TSE não pode ser fraudado assim.

Livre para investir

Segundo o presidente da Petrobrás, Francisco Gros, a partir do ano que vem, a estatal poderá gerir seu orçamento independentemente da meta de superávit primário do governo federal.

Até agora, por exigência do FMI, os investimentos da empresa entravam como despesa nas contas públicas. Mas a Petrobras terá de explicar suas políticas de preços e a mostrar seus números ao Fundo.

Dólar fraco

O dólar ficou a apenas oito milésimos da paridade com o euro ontem (US$1 para 0,992). A desvalorização da moeda americana se deu por causa da expectativa de que um ataque dos EUA ao Iraque esteja iminente e das más notícias na economia americana. A Bolsa de Nova York caiu 1,68%, e a Nasdaq, 3,19%.

Última chance

A Argentina conseguiu convencer o FMI a aceitar o adiamento de um pagamento de US$ 2,7 bilhões, que vencia hoje. O Fundo, porém, não amoleceu com o país. Prepara um plano que o próprio governo argentino vê como sua última chance de fechar um acordo de ajuda financeira.

Assim falaram...Gerard Schroeder

“Consulta não pode significar que receberei um telefonema duas horas antes [do ataque] só para ouvir: ‘Vamos entrar’.”

Do chanceler alemão, em entrevista publicada pelo The New York Times ontem, sobre a promessa do presidente dos EUA, George W. Bush, de que consultaria os aliados antes de atacar o Iraque.

Tudo é história

Mais uma vez fica evidente o quanto será difícil para os países ocidentais transformar o Afeganistão numa verdadeira nação. Ontem, um homem vestido com um uniforme do incipiente Exército afegão abriu fogo contra o carro do presidente do país, Hamid Karzai. Horas antes, um carro-bomba explodiu no centro da capital, Cabul, matando pelo menos 22 pessoas.

Desde sempre, o Afeganistão nunca teve unidade política. Quem quer que ocupasse Cabul era desafiado por líderes de uma das diversas etnias que compõem o país. Não será a presença de tropas ocidentais que vai gerar uma nação. Serão necessários muitos anos, muito dinheiro e continuado esforço militar. Mesmo assim, não há certeza.

Revista Consultor Jurídico, 6 de setembro de 2002, 9h33

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