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Odisséia na Terra

Juiz nega indenização para Elba Ramalho em ação contra Veja

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A polêmica frase “Fui chipada”, da cantora Elba Ramalho, voltou a ser discutida. Desta vez na Justiça. A cantora pediu indenização por danos morais em ação movida contra a revista Veja e o jornalista Marcelo Marthe. Disse que se sentiu ofendida com a afirmação da Veja de que queria apenas aumentar a venda dos seus discos com as declarações feitas durante um evento internacional de ufologia.

O juiz auxiliar da 27ª Vara Cível Central de São Paulo, José Tadeu Picolo Zanoni, rejeitou o pedido de indenização de Elba Ramalho. Segundo ele, a cantora faz “uma verdadeira confusão entre seres extra-terrestres, abduções, Jesus Cristo, Virgem Maria, Deus, Ashtar Sheran”.

Zanoni disse que, para quem acompanhou a série Arquivo X, “implantação de chips, presença de seres extra-terrestres, complô supra-governamental, diversos tipos de alienígenas, experiências genéticas, óleo negro” não são novidades.

Elba também considerou que a notícia teve um tom “jocoso”. A revista e o jornalista alegaram que o tom jocoso da notícia está dentro do que é permitido. O juiz aceitou o argumento da Veja e do repórter e ainda condenou a cantora a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios fixados em 10% do valor da causa estimada em aproximadamente R$ 120 mil.

Em baixa

Na ação, a cantora afirmou que o jornalista desconsiderou a venda dos seus últimos discos com o comentário supostamente ofensivo. O juiz lembrou que os últimos discos da cantora venderam bem porque foram obras conjuntas com artistas como Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho.

“Assim, é compreensível que um acabe ajudando o outro e a obra venda mais. Antes desse trabalho, o disco “Solar” vendeu 75.720 cópias (vide fls. 16). Assim, é crível a consideração feita pelos requeridos que a autora está vendendo pouco. É cabível considerar que sua aparição no evento de Curitiba foi em busca de notoriedade. Como visto nesta sentença, a autora também apareceu em Ferraz de Vasconcelos (“Santa de vidro”) e em encontro ufológico em Campinas”, afirmou o juiz.

Leia a decisão:

Vigésima Sétima Vara Cível Central da Capital

Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil – e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos. Albert Einstein (1879-1955)

V I S T O S.

ELBA MARIA NUNES RAMALHO (ELBA RAMALHO) move ação de indenização cumulada com obrigação de fazer cumulada com exibição de documentos contra EDITORA ABRIL LTDA. e MARCELO MARTHE. Alega que é conhecida cantora e cita dados relativos à vendagem dos seus discos. Além disso, tem interesse em assuntos ufológicos, esotéricos e espiritualistas. Participou da 11ª Conferência Internacional de Ufologia em Curitiba, sendo que foi entrevistada pelo segundo requerido, agindo em nome da primeira requerida.

Ambos deram tratamento inadequado ao que foi declarado pela autora, confundindo declarações dela com coisas que foram ditas em plenário. Foi editada uma matéria de conteúdo jocoso, sendo enfatizada a frase “fui chipada”. Também foi dito na matéria que a autora somente teria declarado tais coisas para aumentar a vendagem dos seus discos. Cita trechos da publicação.

Em decorrência disso, outras publicações repercutiram a matéria da revista Veja, aumentando o tom jocoso. Cita declarações de participantes do Encontro em questão que repudiaram o tratamento dado pela revista. O ponto principal da matéria, além do tom jocoso, está na afirmação de que a publicidade “viria mesmo a calhar, já que seus últimos quatro álbuns patinaram no patamar de 150.000 cópias vendidas – marca apenas mediana para quem, nos áureos tempos, passava dos 300.000 discos”.

Junta planilha de sua gravadora que demonstra estar na melhor fase de sua carreira, não havendo necessidade de recorrer a jogadas de marketing. Diz que vender 150.000 cópias por obra é muito bom para os padrões nacionais e que também faz shows pelo país inteiro, o que demonstra o seu sucesso. A reportagem foi publicada em exemplar que teve tiragem de 1.271.330 exemplares. Assim, pede o pagamento de indenização pelos danos morais sofridos, a retratação da requerida, a publicação desta em tamanho e destaque iguais ao da matéria original.

Pede que o valor da condenação seja fixado em padrão condizente com o nível da requerida e com a necessidade de reprovação. Pede que a retratação da requerida seja veiculada em três edições da mesma. Além disso, pede o direito de resposta. Pede também que a requerida seja impedida de veicular novas reportagens sobre “aspectos da vida íntima” da autora, sem consulta prévia e autorização dela, “por escrito”. Pede também que a requerida seja obrigada a exibir todas as mensagens recebidas em razão da publicação da matéria em questão, bem como a fita da gravação feita pelo segundo requerido. Para cálculo do valor da indenização pede que a requerida apresente toda documentação relativa a todas as edições em que o assunto foi ventilado. Junta documentos (fls. 15/40).

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 31 de outubro de 2002, 16h18

Comentários de leitores

1 comentário

Existem muitas coisas ainda escondidas nesse no...

Simão, Wilson (Outros)

Existem muitas coisas ainda escondidas nesse nosso Brasil que não damos a mínima e que mas que na realidade existem mesmo e estão ali presentes, parecendo mais que os olhos dos brasileiros é que foram programados para não vê-las.. A pagina logo abaixo indicada, que em principio deveria somente atender os detalhes de uma monografia comentando como se chegou as proporções áureas da bandeira do Brasil ( que é muito interessante para todos) abre-se em outros tópicos mostrando que existe um forte indicio que no passado. a prática da astrologia Estatal e do misticismo foi secretamente ."ao contrario do nazismo" difundida em todo o território nacional e que seus efeitos, tanto positivos como negativos, permanecem até hoje incrustado no comportamento e na educação dos brasileiros chegando até a interferir no raciocínio lógico. http://geocities.yahoo.com.br/omarconopolo/xxxx.html Com os dados encontrados nessa página, ficará a seu critério julgar, se houve ou não anuência do estado com o clero ou tudo não passa de mera coincidência.

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