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Quarta-feira, 30 de outubro.

Primeira Leitura: Paim vai lutar por salário mínimo de US$ 100.

Começou

O agora senador eleito Paulo Paim (PT-RS) promete continuar na defesa de um salário mínimo equivalente a US$ 100 no governo Lula. Ele acredita que a alta atual do dólar é transitória e que a cotação recuará para R$ 2,50 ou R$ 2,60 em maio, o que justificaria sua defesa atual de um mínimo de R$ 250 a partir de 1º de maio.

Tom de oposição

Paim diz que não aceitará ouvir do governo federal “a velha história de que cada R$ 1 de aumento para o salário mínimo vai corresponder a R$ 150 milhões de déficit na Previdência Social”. O petista disse que tem ouvido isso nos últimos 16 anos e que sempre desmontou esse argumento. “E vou desmontar novamente.”

Embaixador

Não houve surpresas na indicação de Antonio Palocci para coordenar a equipe de transição. O prefeito licenciado de Ribeirão Preto, que coordenou a elaboração do programa de governo de Lula, foi, nos últimos meses, interlocutor do PT com o mercado financeiro, dando garantias de responsabilidade fiscal e de cumprimento de contratos.

Inflação de rumores

Não por acaso, Palocci, depois que seu nome foi anunciado, negou que o PT pretenda mexer no sistema de metas de inflação, como se especulava na imprensa, e informou que petistas não estão autorizados a falar desses temas.

Questão de perfil

O presidente eleito pediu que não se confundisse nomeação de equipe de transição, de “perfil técnico”, com montagem do governo. Outros nomes devem ser divulgados até amanhã.

Vigilância

A Executiva Nacional do PSDB divulgou nota oficial em que declara que o partido fará oposição “fiscalizadora” e “construtiva” ao governo do PT. De acordo com o texto, os tucanos consideram seu dever lutar pela garantia e pelo aprofundamento das reformas empreendidas por FHC.

Lembram ainda que Lula se comprometeu a manter pilares da atual política como a Lei de Responsabilidade Fiscal e o controle da inflação.

Desconfiança

O índice de confiança do consumidor americano, segundo a consultoria privada Conference Board, surpreendeu e despencou de 93,3 pontos, em setembro, para 79,4 pontos, em outubro.

Está no seu menor nível desde 1993. A queda fez com que aumentassem as expectativas de um novo corte na taxa básica de juros pelo Fed (banco central americano), na reunião que acontecerá no próximo dia 6.

Assim falou...Aécio Neves

“Não colocarei a faca no peito do presidente eleito.”

Do presidente da Câmara dos Deputados e governador eleito de Minas Gerais, ao dizer que vai pedir a Lula uma renegociação da dívida federal do Estado.

Estava escrito

Na edição de maio deste ano, a revista Primeira Leitura já previa uma transição tranqüila e democrática. Na reportagem “Mas que país é este?”, a revista publicou uma montagem fotográfica em que FHC transfere a faixa presidencial a Lula. Ao fazer isso, a revista não expressava “nem desejo, nem temor, nem previsão”.

Era apenas “emblema de um país que, com o concurso fundamental dessas duas personalidades, conseguiu criar um sistema político que é, hoje, a despeito de suas imperfeições – alguém aí se arrisca a lembrar uma democracia perfeita? –, a grande âncora da estabilidade e da credibilidade do país.

Se a Argentina e a Venezuela vivem – por razões praticamente opostas, mas conjugadas – um impasse de desdobramentos imprevisíveis, a razoável visibilidade que se tem do futuro do Brasil é garantida pela sua institucionalidade”.

Revista Consultor Jurídico, 30 de outubro de 2002, 9h53

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