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Lula na TVJ

Presidente eleito dá entrevista exclusiva à TV Justiça

A reforma do Judiciário só acontecerá no país depois que a sociedade for ouvida. Com essa informação, dada em entrevista exclusiva à TV Justiça, o presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, sepultou nesta terça-feira as chances de a reforma do Judiciário, prevista em proposta de emenda constitucional (29/2000), ser votada ainda este ano.

Clique aqui para ler a proposta em questão.

O presidente Lula teve um encontro formal com o presidente do STF, Marco Aurélio e, dos trinta minutos em que se falaram, dez foram em conversa reservada.

"Vamos tentar acabar com a realidade de grande parte da Justiça brasileira, que ainda convive com a máquina de escrever", afirmou Lula, comentando que essa situação é inadmissível quando se vive a "terceira onda do desenvolvimento tecnológico".

Na grade da programação da TVJ, a entrevista do presidente eleito foi ao ar às 19h, com reprise às 23h, devendo ser repetida nesta quarta-feira (30/10).

Depois do encontro com o presidente do Supremo Tribunal, Lula afirmou que não medirá esforços, durante seu governo, "para que o poder Judiciário tenha condições de garantir a todos, independentemente da cor, da origem social, do credo religioso, o acesso à justiça".

Segundo o ministro Marco Aurélio, o presidente eleito revelou, durante o encontro, sua preocupação com as pessoas que não têm condições de contratar advogados, quando se vêem na obrigação de comparecer perante a Justiça. "Creio que teremos um aliado na busca da instalação da Defensoria Pública em todo o país", afirmou o presidente do STF.

Luiz Inácio Lula da Silva disse que quer manter uma relação harmônica com todas as instituições e por isso visitou hoje os presidentes dos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - "porque vivemos um momento no Brasil em que o povo espera muito de nós".

"Se eu quiser passar para a sociedade a idéia da construção de um novo contrato social, de estabelecer um pacto social, o comportamento do presidente da República e dos presidentes das demais instituições brasileiras deve servir de exemplo", disse Lula.

O presidente do STF definiu o encontro de meia hora com o presidente eleito como "uma conversa distraída e assentada principalmente no amor, no humor e no entusiasmo, visando dias melhores para os brasileiros, principalmente para os menos afortunados".

O ministro ressaltou que o país está vivendo um momento de festa cívica, e desejou que "esta festa se realize no campo da concretude e que tenhamos um Brasil mais justo". Segundo o ministro Marco Aurélio, "o que precisamos é recuperar a auto-estima e ter a consciência do que podemos fazer em termos de realização".

Durante o encontro, o presidente do Supremo entregou ao presidente eleito um exemplar da Constituição brasileira com a seguinte dedicatória:

"A cada passo, surpreendemo-nos com os acontecimentos. Explicáveis, ou não, formam um grande todo e nada mais são do que fatores componentes de uma missão. Servir e bem servir aos semelhantes, aos cidadãos. Eis o objetivo maior a ser perseguido em uma vida.

Os brasileiros o escolheram o administrador maior dessa grande casa que é o Brasil. O fizeram de forma conscientizada, comemorando sua eleição.

Que as forças maiores sempre o amparem, tornando-o o grande artífice do bem comum.

Seja muito feliz no mandato que se avizinha".

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2002, 19h12

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