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Tráfico de drogas

Denarc prende acusados de tráfico internacional de drogas

Três africanos e uma brasileira, acusados de recrutar garotas de programa para o tráfico internacional de drogas, foram presos em flagrante por policiais da 1ª Dise Oeste do Denarc — Departamento de Investigações Sobre Narcóticos. Os quatro foram detidos na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, segunda-feira (28/10).

As prostitutas, contactadas nas ruas da região central de São Paulo, eram preparadas para transportar cápsulas de cocaína no estômago, ganhavam passaporte e recebiam treinamento para não levantar suspeitas no embarque e desembarque dos aeroportos. As mulheres recebiam US$ 3 mil por cada viagem à Europa.

Estão presos o garçon nigeriano Henry Ibe Mobebe, de 36 anos, o técnico em eletrônica sul-africano Gilbert Tabang Nkosi, de 37, e o vendedor leonês Willian Akono, de 32. A brasileira presa é a desempregada Vanessa Prates de Abreu, de 21 anos, noiva de Henry.

A equipe do delegado Pascoal Ditura apreendeu meio quilo de cocaína, US$ 9,5 mil, além de xilocaína, e medicamentos contra enjôo, remédio para evitar defecação e laxantes.

Os policiais do Denarc chegaram até a quadrilha depois de receber informação do recrutamento de prostitutas. Uma investigadora se aproximou do bando, apresentou-se como garota de programa e foi contratada para levar meio quilo de cocaína para a Dinamarca.

Os africanos pagaram todas as taxas de emissão do passaporte, orientaram a policial sobre como agir no momento do embarque e deram o treinamento para que ela levasse as cápsulas no estômago, fazendo testes com mini-cenouras.

Toda a ação da quadrilha foi monitorada pelo Denarc, que filmou e fotografou toda a operação, que durou três semanas. Pouco antes de engolir a droga, a investigadora avisou a equipe que esperava do lado de fora da casa para prender Henry, Gilbert e Vanessa. Willian, foi pego na rua Manoel Antônio da Fonseca, 247.

Os africanos agiam no país há pelo menos seis meses. Para despistar a Polícia, eles faziam várias reservas para horários diferentes de embarque. A policial do Denarc, por exemplo, tinha reservas para segunda, terça, quarta e quinta-feira. O vôo para a Dinamarca teria escala em Milão. Ela receberia os US$ 3 mil no retorno.

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2002, 15h14

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