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Sexta-feira, 25 de outubro.

Primeira Leitura: comparação entre Brasil e Argentina foi exagerada.

Olhos no caixa

O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, será o interlocutor do Ministério da Fazenda no processo de transição para o próximo governo.

O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, também foi escolhido para facilitar o acesso da equipe escolhida pelo PT aos dados econômicos.

Transição em marcha

Lula vai opinar sobre os termos da primeira revisão do acordo do Brasil com o FMI, em novembro. Segundo Pedro Parente, a atual equipe não tomará sozinha decisões como uma eventual nova meta de superávit primário.

O governo deixou claro que sem a concordância do sucessor de FHC, a quem caberá cumprir o acordo, essas mudanças não teriam legitimidade.

Otimismo

O dólar fechou em queda de 2,81%, cotado a R$ 3,80, o menor valor desde o último dia 8. O risco do Brasil caiu 2,66%, para 1.826 pontos, enquanto o C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, teve valorização de 2,54%.

Pessimismo

Estudo feito com 23 economistas-chefes de bancos e empresas do Comitê de Economia da Câmara Americana de Comércio (Amcham) revela que tanto o dólar quanto o desemprego devem ficar elevados no próximo governo.

A expectativa para 2003 é de dólar a R$ 3,75 e desemprego na casa de 7%. Os economistas estimam ainda juros menores (de 17,59%) e crescimento de 1,65% do PIB.

Contágio reduzido

O jornal britânico Financial Times destacou o otimismo nos mercados brasileiros, afirmando que os investidores estrangeiros exageraram "as similaridades entre o Brasil e a Argentina".

O FT afirmou que o país ainda tem várias opções antes de ser forçado a reestruturar sua dívida ou anunciar uma moratória.

Mudou

A Merrill Lynch segue a mesma linha. Disse que o sentimento de aversão a risco começou a cair e que as condições nos mercados globais melhoraram. Ao revisar seu portfólio de títulos da dívida de mercados emergentes, a corretora decidiu manter a avaliação do Brasil, mas rebaixou os títulos mexicanos.

O outro lado da recessão

A conta corrente do país registrou superávit de US$ 1,22 bilhão em setembro. É o melhor desempenho da história. O resultado é conseqüência direta do saldo positivo da balança comercial no período, que foi de US$ 2,48 bilhões.

Dinheiro de fora

Nos últimos 12 meses, o déficit em conta corrente soma US$ 13,06 bilhões (2,81% do PIB). No período, os investimentos estrangeiros diretos atingiram US$ 19,8 bilhões.

No mês passado, o ingresso de investimento estrangeiro foi de US$ 1,23 bilhão; em outubro, já chega a US$ 960 milhões.

Assim falou...FHC

“Vamos vencer, vença quem vencer”.

Do presidente da República, no Rio, ao fazer uma referência indireta à iminente vitória de Lula e à reduzida capacidade de o novo presidente fazer grandes mudanças: “A realidade vai se impor, e a realidade não é de um governo, é de uma sociedade”.

Ironias da história

Autoridades americanas detiveram quinta-feira John Allen Muhammad, por suspeitar que ele é o franco-atirador que matou dez pessoas e feriu três outras na região de Washington, nas últimas semanas.

Muhammad foi preso junto com um adolescente na zona rural de Maryland, quando dormiam em um carro ao lado da estrada. No veículo, a polícia encontrou um rifle calibre 223, o mesmo da munição usada contra as 13 vítimas.

Convertido ao islamismo em 2001, o suspeito tem no currículo uma condecoração: lutou pelo Exército americano na Guerra do Golfo, contra o regime de Saddam Hussein.

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2002, 9h40

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