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Guerra de titãs

Censura ao Correio esconde disputa pelo governo do DF

Ao longo de seu mandato atual, o governador de Brasília, Joaquim Roriz, alimentou um objetivo com obstinação: controlar o principal jornal do Distrito Federal. A seu favor, Roriz usou as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Correio Braziliense. Contra, o político defrontou-se com a decisão de Paulo Cabral, presidente do Grupo Diários Associados, de manter a publicação independente.

À frente do projeto, como principal alvo de Roriz, foi mantido, até esta semana, como diretor editorial da publicação, o jornalista Ricardo Noblat.

Para minar as forças do adversário, Roriz foi buscar o apoio de acionistas do "condomínio" de alguns dos dezenove dirigentes a quem cabe o comando do conglomerado de doze jornais, oito emissoras de TV e 26 de rádio.

O primeiro aliado do esquema político do GDF foi o vice-presidente dos Diários, Ari Cunha, amigo de Roriz e que chegou a ser presidente do banco estatal de Brasília. A rebelião de Cunha começou a fermentar quando foi demitido o seu parceiro, o colunista Gilberto Amaral, por venda de espaço jornalístico como se fosse publicidade.

Ari Cunha solidarizou-se com o colega demitido e teve a coluna que assinava no Correio cassada por Noblat. A torcida do grupo de Ari Cunha, agora, é para que Roriz se reeleja governador e cumpra a promessa de ajudar o jornal a se reerguer, ainda que sem a mesma independência de hoje.

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2002, 16h45

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