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Quinta-feira, 24 de outubro.

Primeira Leitura: Lula assumirá com crise por erros do malanismo.

A herança de Malan

Com a vitória eleitoral assegurada, Lula vai assumir o governo de um país que enfrenta uma gravíssima crise financeira e uma recessão, ambas desenhadas pelos erros do malanismo.

Erros que produziram recordes: o desemprego aberto na região metropolitana de São Paulo, em setembro, foi de 9,3% da PEA (População Economicamente Ativa). É a maior taxa nos 20 anos em que o levantamento é feito pelo IBGE.

Mais desemprego...

O desemprego recorde paulista acompanha o fraco desenvolvimento industrial – e o Estado concentra 45% da produção brasileira –, fortemente prejudicado pela queda da renda e pela alta dos juros e do câmbio.

O peso de São Paulo foi decisivo para que a taxa de desemprego aberto nacional também subisse em setembro, atingindo 7,5% da PEA, maior do que a do mês anterior (7,3%) e a de setembro de 2001 (6,2%).

...e menos renda

O IBGE informou ainda que o rendimento médio dos trabalhadores do país voltou a cair em agosto. A queda foi de 2,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 1,5% em relação a julho. É o 20º mês consecutivo de queda.

Enquanto isso...

Além de enfrentar a estagnação da economia, os EUA podem experimentar um período de deflação, o que levaria o país a um cenário semelhante ao do Japão. Segundo o economista-chefe do banco Morgan Stanley, Stephen Roach, os riscos de tal cenário se tornar real são "altos e crescentes".

Os produtos já estão em rota deflacionária, o que também deve acontecer com os serviços, acredita Roach.

Nem em 2003

A Associação Americana de Bancos de Hipotecas prevê que o setor imobiliário americano, que nos últimos meses tem sido o mais dinâmico da economia, provavelmente terá uma desaceleração no próximo ano.

O volume total de hipotecas, que deve ficar neste ano em US$ 2,42 trilhões, pode cair para US$ 1,57 trilhão em 2003. Ainda ontem, o presidente do Fed, Alan Greenspan, disse estar surpreso com o crescimento da produtividade dos trabalhadores mesmo com o cenário econômico ruim.

Assim falou...Eduardo Jorge

“Os dois candidatos ao governo do Estado de São Paulo têm feito críticas simplistas e eleitoreiras ao Sistema Único de Saúde”.

Do secretário municipal da Saúde em São Paulo, do PT, ao criticar os discursos de Geraldo Alckmin (PSDB) e José Genoino (PT) na área da saúde.

Assim falou...Paulo Frateschi

“Ele parece estar a serviço de alguém. Tentou abalar nossa candidatura e vai pagar o preço político interno do PT.”

Do presidente estadual do PT-SP, respondendo a Eduardo Jorge. Frateschi disse esperar que o partido tenha “bom senso” e não entregue um cargo a Eduardo Jorge no governo Lula.

Tudo é história

O governo Lula terá, de saída, uma grande vantagem sobre o governo FHC: não terá o PT como adversário quando tentar promover reformas. No programa de governo do candidato há acenos de que serão tomadas medidas contra as quais os petistas passaram oito anos lutando. Por exemplo, as reformas trabalhista e da Previdência. E nada indica que seguirão outro rumo que não o da redução de direitos, especialmente no caso do funcionalismo público. Ou seja, a agenda do virtual presidente Lula, de maneira geral, se assemelha ao que foi um dia a agenda do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Outra vantagem inquestionável é o fato de que uma das fontes do "cepeísmo" (a febre de CPIs nos últimos oito anos) – o Ministério Público Federal – estará alinhada ao novo governo, pela óbvia proximidade do partido com alguns procuradores. Quem sabe os petistas, com tais facilidades, consigam realizar parte do que FHC não conseguiu, entre outras razões, porque o próprio PT não consentiu.

Revista Consultor Jurídico, 24 de outubro de 2002, 9h44

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