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Quarta-feira, 23 de outubro.

Primeira Leitura: Brasil deve ter superávit de US$ 20 bi em 2003.

Equilíbrio inédito

Dólar alto e cenário recessivo garantiram que o Brasil obtivesse, em setembro, um novo superávit em conta corrente. O mercado espera algo entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão, o que seria o melhor desempenho mensal das contas externas desde 1980.

Para outubro, quando há uma concentração de pagamentos de juros, o resultado pode voltar ao vermelho, mas a expectativa para 2003, segundo a Merril Lynch, é de equilíbrio na conta corrente, inédito no Real.

Superávit

A corretora projeta para o ano que vem um saldo comercial de nada menos que US$ 20 bilhões, decisivo para a redução da vulnerabilidade externa brasileira. Segundo o economista Fábio Akira, do banco JP Morgan, trata-se de um "megaajuste, que deve prosseguir em 2003".

Sem mexer

A crença de que a virada nas contas externas veio para ficar por muitos meses se baseia, entre outras coisas, nas declarações de petistas de que, uma vez eleito presidente, Lula não vai interferir no quadro de retração da economia enquanto durar a crise financeira.

A dura realidade

Terça-feira, por exemplo, o coordenador do programa de governo do PT, Antônio Palocci, deu três informações que indicam a dureza do primeiro ano de governo de Lula. Segundo ele, as dívidas dos Estados não serão negociadas em 2003, os juros não serão reduzidos imediatamente e haverá cortes de gastos.

Para completar, o vice de Lula, José Alencar, disse que o controle da inflação será prioridade do novo governo, não como um fim em si mesmo, mas como meio de promover o desenvolvimento.

À espera da transição

Dado o cenário econômico, que aponta inflação de dois dígitos em 2003, o Copom, que está reunido desde terça-feira, poderia até elevar a taxa Selic.

Mas, às vésperas das eleições, que dão como certa a vitória de Lula, a atitude do BC - criticado pelo petista por ter elevado o juro de 18% para 21% "em plena campanha eleitoral" - deve ser de cautela, optando pela manutenção. Caberá à equipe de transição do governo decidir o que fazer.

Trincou

A aliança Lula-Ciro para o segundo turno começou a trincar. O candidato do PT quebrou a promessa de que não faria campanha pessoalmente no Ceará, o que, supostamente, facilitaria a conquista do governo estadual pelo tucano Lúcio Alcântara, com o apoio do próprio Ciro e de Tasso Jereissati.

O candidato do PT, José Airton, está tecnicamente empatado com o tucano na disputa do segundo turno.

Bateu, levou

Lula resolveu ceder à pressão do PT local e participar de uma carreata de Airton, na manhã de hoje, depois que Ciro, em entrevista ao jornal O Povo, disse temer que Lula não tenha audácia para mudar o modelo econômico de FHC, se componha com o PSDB e se transforme em um novo De la Rúa.

Centralismo democrático

Outro atrito exigiu a intervenção do presidente do PT, o deputado José Dirceu. Ele obrigou José Airton a retirar uma ação que o candidato havia impetrado junto ao TRE-CE para que a Polícia Federal fechasse os comitês de apoio à "chapa Lu-Lu" - Lula e Lúcio Alcântara.

Assim falou...Lula

"[Vou] ensinar alguns cientistas políticos brasileiros a fazer política."

Do candidato petista à Presidência, durante entrevista ao Canal Livre, da Rede Bandeirantes. O comando da campanha gostou tanto que reproduziu o trecho no horário gratuito...

Ironias da história

Ao admitir que desenvolve um programa secreto de armamentos nucleares, a Coréia do Norte colocou em xeque a nova doutrina estratégica de segurança nacional de Bush, que prevê ataques preventivos a países que representem ameaças potenciais aos EUA por deterem armas de destruição em massa.

A revelação coloca a Casa Branca diante de um dilema: os americanos lançarão uma ofensiva militar contra o Iraque, que nega o desenvolvimento de armas nucleares, e nada fará contra os norte-coreanos, que reconhecem a busca desse arsenal?

Revista Consultor Jurídico, 23 de outubro de 2002, 9h29

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