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Revolução digital

A convergência das mídias e os problemas jurídicos na Internet

Enquanto avançamos céleres adentro da segunda década da era digital, diversas questões novas e importantes vão assomando no horizonte, na medida em que a sociedade já se encontra inexoravelmente refém do desenvolvimento tecnológico. Quando partimos para atualizar nossos PCs em casa ou no escritório, aumentando a memória, realizando um upgrade nos programas ou instalando o badaladíssimo "queimador' de CDs virgens, podemos ter uma real noção do vertiginoso avanço da tecnologia.

Nem bem acabamos de equipar o computador inteiro e já nos deparamos, em termos de meses, com produtos, programas e equipamentos novos, já mais sofisticados e poderosos, que tornam o que viemos de instalar obsoleto e "antigo". É assustador e chega a ser enervante; mal melhoramos o desempenho de nossa máquina e ela já está em distonia com o mercado. E isso não tende a se modificar tão cedo, diante do desenvolvimento do que os especialistas vêm chamando de convergência das mídias (convergence).

As múltiplas possibilidades de armazenamento, manipulação, transmissão e recepção de informações viabilizadas pelo código binário dos computadores via Internet abriram uma nova fronteira para a humanidade, permitindo a administração de quantidades antes inimagináveis de dados e informações por pessoas comuns, fora do ambiente restrito das universidades e institutos de pesquisa. Embora não estejamos nem perto de assistir ao fim do papel impresso, como queriam alguns profetas do apocalipse digital logo no início da febre ponto.com, a verdade é que estamos caminhando a passos largos para um novo limiar, que revolucionará ainda mais o mundo da informação no meio eletrônico.

Ao longo do século XX, vimos com que velocidade a tecnologia ditou os rumos da sociedade, inclusive - e infelizmente - com o tenebroso resultado de duas grandes guerras mundiais que impulsionaram exponencialmente a aquisição e a manipulação da informação. O rádio, a televisão, o cinema, o facsímile, a cópia reprográfica, o compact disk e o computador, cada um a seu tempo, representaram verdadeiros breakthroughs na forma com que se lidava com dados e informações, quer com objetivos militares, comerciais ou de simples entretenimento.

Mas cada uma dessas novas tecnologias, que nos chegaram num encadeamento lógico semelhante a uma escada - espaçados entre si geralmente por uma ou duas décadas - foi desenvolvida e ocupou seu espaço na sociedade desempenhando funções distintas, embora às vezes até similares. Com a convergência, estamos vislumbrando, pela primeira vez na história, a unificação definitiva de todas essas mídias, independentemente de sua função precípua ou seu objetivo geral.

Até os velhos e poderosos livros farão parte dessa revolução. Em nossos lares hoje temos uma interminável parafernália de aparelhos, equipamentos, alto-falantes, caixas conversoras e uma verdadeira floresta de controles remotos para operar tudo. A casa do futuro provavelmente terá apenas um único monitor, ou mesmo um em cada cômodo, operando e administrando todas as mídias que hoje nos chegam através de diferentes fontes.

O rádio, a televisão, o cinema e até os jornais, serão todos enviados diretamente aos nossos lares e escritórios, inclusive impressos na hora (no caso dos jornais e revistas) e diariam

Revista Consultor Jurídico, 23 de outubro de 2002, 19h09

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