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Quarta-feira, 16 de outubro.

Primeira Leitura: programa fiscal de novo governo deve ser rigoroso.

Ortodoxo é pouco

Existe, acredita Primeira Leitura, uma fórmula para evitar que o país quebre. E essa fórmula vale para qualquer um dos postulantes à Presidência, o petista Lula e o tucano Serra. O programa é o mesmo porque o problema é o mesmo: a crise financeira.

Ele consiste em dar posse a uma equipe econômica que tenha como única meta reconquistar a credibilidade dos credores e adotar todas as medidas necessárias para que o país retome rapidamente a capacidade de pagamento. E isso se fará com um programa de realismo fiscal mais duro do que o do ministro Pedro Malan.

Via-crúcis

As medidas: elevar o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo-se as com juros) para algo entre 4% e 5% do PIB; respeitar os contratos; fazer a reforma da Previdência com impacto fiscal imediato (com cobrança dos inativos e ampliação da idade de aposentadoria, inclusive para o funcionalismo público); manter a taxa de câmbio desvalorizada, tendo como alvo um superávit de US$ 15 bilhões; manter os juros elevados para reduzir a absorção interna, mas permitir uma inflação maior, sem a reindexação salarial ou de contratos, e, por fim, acatando uma sugestão do próprio PT, não emitir mais títulos dolarizados.

Remédio amargo

Este programa é claramente recessivo, e a sua perversa virtude é exatamente esta: ser recessivo. Se a crise não tivesse sido tratada por ambos os candidatos ou como um problema inexistente (o que ocorreu no primeiro turno) ou como mero mote de campanha (como está ocorrendo no segundo), talvez não fosse preciso adotar um programa à direita do próprio Malan.

Questão de fé

Os índices de mercado indicam que o Brasil está insolvente. É o que afirma o Financial Times, em editorial publicado terça-feira. O jornal diz que os males do país não foram provocados por Lula, líder nas pesquisas eleitorais, mas que acabaram intensificados pela falta de fé na sua capacidade de gerir a economia.

Para o diário britânico, todos os sinais de uma moratória próxima são visíveis. "Pelos índices de mercado atuais, até mesmo um otimista admitiria que o Brasil é insolvente", afirma.

Por via das dúvidas

O temor de um calote no Brasil chegou à Casa Branca. O subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, Kenneth Dam, disse que seu governo tem um "plano de contingência" pronto, para o caso de o Brasil decretar a moratória, mas não deu detalhes.

Informou, apenas, que essa possibilidade é improvável e que os EUA estão prontos a trabalhar com Lula, caso ele seja eleito, para apoiar o país.

Sem trégua

O dólar fechou terça-feira em ligeira baixa, de 0,12%, cotado a R$ 3,845. Mas o C-Bond, principal título da dívida brasileira, caiu durante o dia para o menor nível desde 1995 (logo depois da crise do México), negociado a 47,68% do seu valor de face.

Assim falou...João Felício

“Você, Regina, é uma figura pública, até então (sic) merecedora de todo nosso respeito, mas, para que ele continue (sic), você também deve dar-se a ele”.

Do presidente nacional da CUT, que tornou público e-mail fascistóide enviado à atriz Regina Duarte, que disse, no horário eleitoral de Serra, estar “com medo” da eventual vitória de Lula. O texto contesta o “direito” de Regina dizer o que disse e põe em dúvida a sua “dignidade”, fazendo ameaça velada.

Ironias da história

Serviços de inteligência dos EUA, da Europa e de países árabes acreditam que militantes da Al Qaeda estão se dedicando a ataques menores, destinadas a criar dificuldades econômicas a países ocidentais e seus aliados. O atentado em Bali, no último sábado, seria a mais recente ação desse tipo. Segundo o jornal americano The Washington Post, a nova tendência emergiu com a guerra ao terrorismo, que tornou mais complexo o financiamento da rede terrorista de Osama bin Laden e obrigou seus principais líderes a se esconder.

Embora alguns interpretem a nova estratégia como um sinal de fraqueza do grupo, os especialistas advertem que esses ataques são mais difíceis de serem previstos e prevenidos pelas autoridades, justamente por serem operações mais simples, que não envolvem uma longa preparação e grande número de pessoas, como os atentados de 11 de setembro de 2001.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2002, 9h33

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