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E-mails monitorados

Uso indevido de e-mail é a maior causa de demissões na Inglaterra

O uso indevido de e-mail e da Internet, incluindo download de pornografia, no Reino Unido superou o roubo de equipamentos de escritório e de mentiras para o chefe como as principais atitudes que exigem medidas disciplinares no local de trabalho.

Mais casos de disciplina têm sido movidos contra empregados por violação de políticas sobre uso do e-mail e da Internet que por atos de desonestidade, violência, saúde ou falhas de segurança. A informação consta de uma pesquisa do escritório de advocacia KLegal, empresa associada ao grupo global de contabilidade KPMG, e da revista Personnel.

O escritório e a revista divulgaram a pesquisa em junho, depois de ouvirem 212 companhias britânicas. Os participantes do estudo afirmaram que tiveram de tomar medidas disciplinares em 358 casos relacionados a correio eletrônico e Internet, comparado com 326 casos de incidentes que envolveram violência, desonestidade e falhas de segurança.

A pesquisa é a evidência mais recente de que as empresas estão combatendo privilégios relacionados a e-mail e Internet de seus funcionários em um esforço para evitar potenciais processos e danos de imagem.

Em julho, a fabricante de computadores e impressoras HP suspendeu aproximadamente 150 funcionários na Inglaterra e Irlanda e demitiu dois empregados por uso indevido do e-mail da companhia.

Vinte por cento das empresas ouvidas pela pesquisa afirmaram que monitoram diariamente como funcionários se comportam na web. Em uma sondagem semelhante divulgada há 18 meses, a KLegal tinha afirmado que 11 por cento das companhias acompanhavam o uso do e-mail e da Internet pelos empregados.

As três principais queixas das empresas são uso excessivo do email ou Internet para fins pessoais, envio de mensagens pornográficas e acesso a sites eróticos, informa a pesquisa. Houve somente um caso que envolveu questões de racismo por e-mail, o que resultou em uma demissão.

A pesquisa também descobriu que os empregados têm 10 vezes mais chances de serem despedidos por troca de e-mails pornográficos do que por envio de mensagens que contêm informações que podem prejudicar a companhia.

Fonte: Reuters

Revista Consultor Jurídico, 14 de outubro de 2002, 10h45

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