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Sexta-feira, 11 de outubro.

Primeira Leitura: dólar sobe porque o BC operou mal, diz Mantega.

Quadra

Em novo dia de extremo nervosismo, o dólar superou a barreira dos R$ 4. Fechou no novo patamar recorde do Real, em R$ 3,99, com alta de 2,96%. O risco do país subiu 0,18%, em 2.275 pontos, embora o principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, tenha subido 1,68%, sendo negociado a 49,25% do valor de face.

Não deu

O Banco Central tentou comprar antecipadamente parte dos papéis com vencimento no dia 17, que somam US$ 3,6 bilhões. Não foi bem-sucedido. Conseguiu recomprar US$ 80 milhões e pretendia resgatar até US$ 200 milhões.

Cobrança

Além disso, o BC vendeu dólares – em quantidade insuficiente, segundo o mercado – e linhas de financiamento para exportadores. Como se viu pela cotação da moeda americana, não adiantou.

“O presidente do BC não deveria dizer que não tem mais nada para fazer. Não pode jogar a toalha, senão o mercado monta em cima”, afirmou Guido Mantega, principal assessor econômico de Lula.

Denúncia vazia

Para o assessor de Lula, o dólar sobe porque o BC operou mal, inclusive não prevendo a concentração de um vencimento tão pesado de títulos cambiais.

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Mantega descartou qualquer tipo de controle cambial caso o PT chegue ao Planalto, defendeu o regime de livre flutuação e afirmou que Armínio “entrou em campanha”.

Responsabilidades

Mantega está errado: Armínio apenas cobrou dos candidatos uma definição mais clara de como os presidenciáveis pretendem enfrentar a crise atual – que existe independentemente dos erros do BC –, no que foi correto. E é exatamente isso que o mercado também está fazendo.

Ainda falta

Quinta-feira, durante uma teleconferência com clientes, Jaime Valdívia, estrategista-sênior para a América Latina do banco Morgan Stanley Dean Witter, afirmou que, independentemente de quem vencer as eleições, a política econômica é insuficiente para estabilizar a relação dívida/PIB.

Delírios

“O próximo governo terá de obter um superávit primário significativamente maior do que as pessoas pensavam ou desejavam há apenas alguns meses”, disse Valdívia.

Segundo o estrategista do Morgan Stanley, o FMI deve sugerir ao novo governo, durante as negociações, que a meta seja alterada dos atuais 3,75% do PIB para até 5% – uma meta que nem Lula nem Serra poderiam cumprir.

Dedo no gatilho

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou por ampla maioria a autorização para que Bush vá à guerra contra o Iraque. No começo da noite de ontem, o Senado se preparava para votar o texto, e Bush já contava com a vitória também ali. Em plena campanha eleitoral, muitos democratas votaram a favor da carta-branca para o presidente. Afinal, embora o apoio à guerra venha diminuindo, a maioria dos americanos ainda respalda uma ofensiva contra Saddam Hussein.

Assim falou...Delfim Netto

“Serra está mobilizando o velho; Lula está mobilizando o novo.

É isso, acabou, não adianta.”

Do deputado federal do PPB-SP, em entrevista ao site da campanha de Lula na Internet. Delfim, ex-ministro de quatro governos militares, entra em estado de “mobilização” por Lula, ao lado de outros políticos que representam o “novo”: Sarney, ACM, o collorido José Carlos Martinez...

Tudo é história

Na entrevista de Delfim Netto ao site da campanha de Lula na Internet, o deputado paulista diz que “o PSDB é uma falsa social-democracia, (...), uma social-democracia de professor e intelectual. Não tem a classe proletária”. Ora, com a aceleração da revolução tecnológica, o chamado operariado braçal estabilizou-se em não mais de 25% da população economicamente ativa.

Assim, para ter chances reais de chegar ao poder, o PT teve de caminhar para o centro, em busca de eleitorado. O livro Capitalismo e Social-Democracia, do cientista político Adam Przeworski, mostra como esse padrão de desenvolvimento das sociedades industriais tornou a social-democracia uma espécie de limite possível de um regime que tem a justiça social como uma das metas a ser atingida.

Revista Consultor Jurídico, 11 de outubro de 2002, 9h36

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