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Pipoco eleitoral

Urnas eletrônicas apresentam defeitos em todo o país

Dos mais diferentes pontos do país, tem-se a mesma notícia: as urnas eletrônicas encomendadas pelo Tribunal Superior Eleitoral estão apresentando defeitos.

No início da tarde já se sabia que pelo menos setenta urnas eletrônicas do Espírito Santo; em Fortaleza, segundo informa a Agência Estado, pelo menos 42 urnas apresentaram defeito; em Minas Gerais sabe-se que 23 urnas de 9 cidades tiveram. Em Belo Horizonte uma das seções preferiu fazer a votação manual.

No Estado de São Paulo, a urna eletrônica da maior sessão eleitoral de Ribeirão Preto estava quebrada desde antes das 8h e até pouco antes das 11h não havia sido consertada. Técnicos constataram mau contato e chegaram a arrumá-la por alguns minutos. Apenas três dos 561 eleitores que votam no local conseguiram votar antes da urna voltar a dar problema.

Segundo a GloboNews, no final da manhã, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitia que 11 urnas eletrônicas apresentaram problemas técnicos: seis em Santa Catarina, quatro no Paraná e uma em Belo Horizonte. Mas que todas foram substituídas e não teriam atrapalhado as votações.

Em Brasília, onde votava o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio de Mello, a seção ao lado enfrentou o mesmo problema. O próprio ministro encarregou-se de telefonar para o juiz local e o problema foi resolvido.

Em Curitiba, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) teria perdido a paciência por ter enfrentado o mesmo problema e emitido ferozes opiniões a respeito da imprevidência do TSE.

No Rio de Janeiro, o candidato à Presidência pelo PSB, Anthony Garotinho, considerou uma "vergonha" e "muito estranho" o fato de estar havendo problemas em diversas urnas eletrônicas no Estado do Rio. Segundo a Agência Estado, Garotinho disse ter sido alertado ontem pelo PSB de Brasília de que haveria problemas na votação no Estado. O candidato contou que a informação chegou ao PSB através de um funcionário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Garotinho disse, porém, que não poderia revelar a fonte da notícia de uma possível fraude. Ele seguiu, pouco depois das 12h, para a sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde manteve uma reunião a portas fechadas com o presidente da Corte.

Segundo o ministro Nelson Jobim, que por suas fortes ligações com o governo e com o candidato José Serra é considerado suspeito, estão no Brasil cerca de cem representantes de 36 países interessados em ver como funciona a eleição eletrônica no Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 6 de outubro de 2002, 14h24

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