Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sexta-feira, 4 de outubro.

Primeira Leitura: mercado reflete incerteza que ronda as eleições.

Incertezas

O mercado financeiro refletiu, quinta-feira, toda a incerteza que ronda o quadro eleitoral. O dólar oscilou muito, mas fechou cotado a R$ 3,70 (+0,95%). A taxa de risco do país caiu fortemente, para 2.037 (-5,38%). E a Bovespa, eufórica, encerrou o pregão em alta de 3,62%.

Plantão em Wall Street

Na defensiva, e por isso quase sem fazer negócios, operadores e analistas, brasileiros e estrangeiros, preparavam esquemas para acompanhar o debate da Rede Globo, quinta-feira, e a eleição de domingo. A idéia é abastecer com notícias e análises os que investem no Brasil nas primeiras horas de hoje e da segunda-feira.

Day after

Também europeus que negociam ativos brasileiros estão montando horários alternativos de trabalho. A ordem geral de bancos e corretoras é para que os profissionais se antecipem e protejam seus clientes em caso de movimentos especulativos fortes.

Mas ninguém arrisca um prognóstico sobre o que vai acontecer na segunda-feira, mesmo em caso de vitória de Lula.

Temores externos

A pergunta é: uma vitória do PT já estaria totalmente precificada? Não há consenso sobre isso. O jornal britânico The Times publicou ampla reportagem sobre as eleições brasileiras e afirmou que não é apenas o destino do Brasil que está em jogo, mas o da América Latina.

Uma vitória de Lula, segundo o diário, significaria uma elevação dos riscos para a economia global.

Na capa

A revista The Economist deu capa ao petista. "A votação acontece no momento em que o Brasil e a maior parte da América do Sul tremem à beira de outro desastre financeiro, induzido por suas dívidas, com o potencial de adicionar mais nervosismo para a debilitada economia mundial", afirma o texto.

Democracia consolidada

Do ponto de vista político, a influente revista britânica afirma que "uma vitória de Lula ajudaria muito a demolir a idéia de que a democracia latino-americana é apenas um jogo montado para o benefício das elites".

Nova hegemonia

Além de defender um governo de coalizão PT-PSDB – qualquer que seja o resultado da eleição –, Horacio Lafer Piva, da Fiesp, pediu que o governo eleito divulgue rapidamente sua equipe econômica. Piva também apóia a permanência de Armínio Fraga à frente do Banco Central por pelo menos três meses.

Assim falou...Horacio Lafer Piva

“É fundamental essa negociação de coalizão (PT-PSDB) com muita rapidez.”

Do presidente da Fiesp, ao defender, em entrevista coletiva, um governo de coalizão em que os principais atores sejam o PT e o PSDB, independentemente de quem seja o presidente eleito. A tese foi defendida pela revista Primeira Leitura na edição de maio.

Estava escrito

Na edição de maio, a revista Primeira Leitura publicou reportagem sobre a possibilidade da formação de uma nova hegemonia no país: “Pode estar prestes a se consolidar no Brasil um novo eixo de estabilidade política que vai do centro para a esquerda e tem como dois de seus principais atores o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, e o PSDB, de José Serra.

Aquilo que se prenuncia no dia-a-dia da política (...) tem sido também matéria de reflexão do filósofo José Arthur Giannotti. (...) Aquilo que semelha um esforço de coordenação editorial – as flagrantes intersecções entre o que ele diz e o que apura a reportagem – não é senão uma feliz coincidência. Mais um indício de que se está a tocar num fenômeno vivo da realidade social e política do Brasil”.

Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2002, 9h43

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 12/10/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.