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Direitos humanos

OAB-SP pede interdição de cadeia por causa da tortura de presos

Representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP estão acompanhando o depoimento do preso André Henrique Chersiari ao juiz corregedor dos presídios da cidade, José Marcos da Silva, no Fórum de Osasco.

Segundo informações do advogado do preso, Daniel Pereira, ele estaria sofrendo sessões diárias de torturas e espancamento. A tortura teria começado desde que Cehrsiari foi transferido da Cadeia Pública de Embu para o Centro de Detenção Provisória 2.

O secretário estadual de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, atendeu pedido da CDH para que o exame do corpo de delito fosse realizado nesta sexta-feira (4/10) antes do depoimento na

Corregedoria. O coordenador da CDH da OAB-SP, subseção de Osasco, Aparecido José Dias e o membro da comissão Lindenberg Pessoa de Assis acompanharam o preso.

Outras denúncias foram feitas por advogados dos cerca de 30

detentos transferidos para o CDP 2. A Comissão de Direitos Humanos visita o CDP na próxima semana.

O coordenador da CDH, o advogado João José Sady, pediu à Secretaria de Administração Penitenciária a intervenção do local. Segundo ele, os relatos dos advogados são assustadores. "Alguns afirmaram que esperaram por três horas do lado de fora da prisão para conversar com seus clientes, e quando conseguiam, os encontravam com vários ferimentos nas costas, braços e pernas", disse Sady.

Para garantir a integridade dos presos, a CDH também acionou a Ação dos Cristãos pela Abolição da Tortura (Acat). O objetivo é que a entidade envie um médico ao CDP para examinar os presos removidos.

Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2002, 19h05

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