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Volta ao pasto

Juiz cassa liminar que permitiu apreensão de animais da Boi Gordo

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O juiz do Tribunal de Alçada Cível de São Paulo, Simões de Vergueiro, cassou a liminar que permitiu a busca e apreensão de gado por credores da Boi Gordo em uma fazenda de Chapada dos Guimarães (Mato Grosso).

O advogado da Boi Gordo, Marcelo Bernardez Fernandes, informou que durante o cumprimento da liminar feito pela Associação de Parceiros e Credores da Boi Gordo, vinte animais PO (Puro de Origem), da raça francesa Limosin, morreram por causa da inabilidade no pastoreio. A Boi Gordo comunicou a Justiça sobre a morte dos animais para as providências cabíveis ao caso.

A liminar anterior foi concedida pelo juiz da 10ª Vara Cível de São Paulo, Admir Modesto, para permitir que a Associação fizesse a apreensão de 3 mil animais. Mas somente 2.880 cabeças foram levadas pelos credores. Os outros animais morreram durante o deslocamento.

Os animais da raça francesa servem para reprodução e têm um alto valor no mercado. Segundo o advogado, o animal mais barato da raça francesa custa R$ 5 mil. No ano passado, a Boi Gordo chegou a vender um animal dessa raça por mais de R$ 200 mil.

Guerra de liminares

Atualmente, há mais quatro liminares que permitem a busca e apreensão de animais em fazendas de Mato Grosso. Duas liminares já foram cumpridas. A Boi Gordo já recorreu para impedir o cumprimento das demais.

Segundo Fernandes, um dos credores que fez a busca e apreensão de 2.300 bovinos fez-se depositário infiel. O credor abateu os animais, o que não poderia ter acontecido. A prisão do credor já foi solicitada. Na outra liminar cumprida, foram retirados 700 cabeças de uma fazenda.

Para o advogado, essas liminares concedidas pela Justiça causam prejuízos para os credores porque a empresa não consegue cumprir a concordata e gasta tempo apenas se defendendo.

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2002, 18h52

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