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Quinta-feira, 3 de outubro de 2002.

Primeira Leitura: Lula ainda provoca temor no mercado financeiro.

Dedo no gatilho

O mercado se acalmou um pouco, mas está com o dedo no gatilho. Quarta-feira, o dólar fechou em alta de 1,52%, cotado a R$ 3,66, mas a alta só começou às 16h, uma hora antes do fechamento. Até aquele momento, caía 1,21% em relação à véspera.

Além da venda de cerca de US$ 100 milhões no mercado à vista, o Banco Central leiloou US$ 24 milhões para as exportações. No exterior, o dia foi mais otimista. Segundo operadores, o governo teria comprado títulos da dívida, contribuindo para a queda do risco do país, 2,22%. Os movimentos mostram que Lula ainda provoca temor e a qualquer momento o mercado pode disparar novamente.

Agenda

O jornal conservador britânico The Times defendeu, em editorial, que Lula, se eleito, adote uma “agenda liberalizante” e compreenda “a importância de cortejar” o mercado. Mas lembra a origem de esquerda do petista e ressalta que é difícil abandonar “velhos hábitos”.

Ainda não

Apesar da onda Lula que tomou a mídia e o mercado financeiro, no Brasil e no exterior, a pesquisa Datafolha divulgada quarta-feira indica, de novo, que ainda há a possibilidade de segundo turno.

Lula ainda o mesmo percentual dos votos válidos que tinha no domingo, 49%. Serra tem 22%, Garotinho, 17%, e Ciro, 11%. A conta de votos válidos exclui brancos, nulos e os indecisos.

Chegada

O site do tucano comemorava quarta-feira o resultado do Datafolha. Serra subiu dois pontos em relação ao levantamento anterior e tem agora 21% do total de intenções de votos. Lula aparece com 45%, e Garotinho, com 15%. Ciro continua se desfazendo. Tem só 10%.

Segundo turno

Serra também melhorou o desempenho no segundo turno. Contra Lula, antes, o tucano perdia por 57% a 35%. Na nova pesquisa, Serra continua perdendo, mas diminuiu a diferença em dois pontos: 55% a 37%.

Como?

O presidente do PT, José Dirceu, tentou amenizar a notícia de que um eventual governo Lula fará “um ajuste fiscal brabo”. Dirceu disse que o partido reconhece que o novo presidente enfrentará “uma situação difícil”, mas afirmou que Lula vai encontrar recursos para atender às demandas sociais.

Então, tá

Quarta-feira, FHC defendeu seu governo e disse que, à diferença do que dizem os presidenciáveis, a solução da vulnerabilidade externa do país já começou a ser resolvida.

Lembrou que a previsão de superávit comercial neste ano já é de US$ 9,5 bilhões e que o déficit externo está caindo para algo entre US$ 14 bilhões e US$ 15 bilhões.

Ruim para Lula

Estudo do Ibope indica que o próximo Senado pode ser mais conservador que o atual. O instituto estima que o PFL terá a maior bancada, passando de 20 para 22 senadores, ultrapassando o PMDB, que pode cair das atuais 23 para 20 cadeiras. O PT passaria de 8 para 9, e o PSDB, de 14 para 11.

Disse ou não disse?

Questionado se a governadora Benedita da Silva conhecia ou não o conteúdo do grampo telefônico em que traficantes tramam uma ação para fechar o comércio do Rio, o secretário de Segurança Pública, Roberto Aguiar, foi ambíguo: "Em trabalho sigiloso, só passamos o resultado. A governadora recebe todos os resultados de nossas investigações".

O que importa

O importante nesse caso é saber se Benedita sabia ou não que traficantes tramavam fazer o que fizeram.

Se sabia e ainda assim levantou a possibilidade de a ação ter origem política, a governadora terá sido, no mínimo, hipócrita. Se não sabia, deve demitir Aguiar.

Assim falou...Antonio Ermírio de Moraes

“Esse pessoal não tem caráter mesmo. No último momento, abandonam o barco e vão para outro. Eu vou votar no Serra, e ainda acredito no segundo turno.”

Do presidente do Grupo Votorantin sobre seus colegas empresários que estão aderindo a Lula diante da possibilidade de o PT vencer no primeiro turno

Ironias da história

O senador republicano John McCain, do Arizona, já foi uma pedra no sapato de George W. Bush. Autor de uma legislação mais rígida de financiamento de campanhas que irritou a cúpula de seu partido, McCain disputou com Bush a indicação republicana para concorrer à Casa Branca em 2000.

Sobre o Iraque, porém, o senador republicano – herói condecorado da Guerra do Vietnã – considera que uma resolução conjunta do Congresso que dê a Bush carta branca para atacar Saddam Hussein mostraria ao mundo a união do país em torno do presidente.

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2002, 9h53

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