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Quarta-feira, 2 de outubro.

Primeira Leitura: jornais internacionais destacam acordos de Lula.

Olhar estrangeiro

Lula já é tratado como virtual eleito por analistas e pela imprensa internacional. O compromisso do candidato com o cumprimento dos acordos internacionais foi o destaque dado pelo britânico Financial Times, pelo The Wall Street Journal e pela edição on-line do The New York Times.

O francês Le Monde diz que "a esquerda brasileira marcha para o poder". E o espanhol El País, que o petista mostrou seriedade e clareza.

Código de conduta

Em conferência da Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Washington, o economista inglês John Williamson — que cunhou a expressão “Consenso de Washington” para definir as políticas que os organismos internacionais deveriam defender em seus programas para a América Latina — disse que uma vitória do petista poderia ser muito boa se ele ganhar a confiança dos mercados com uma conduta pragmática.

Na condicional

Paulo Leme, da Goldman Sachs, acrescentou que a escolha de uma equipe de confiança pode iniciar um “movimento de dominó” em favor do crescimento.

A voz dissonante foi a de Peter Hakim, do Diálogo Interamericano. Hakim disse que Lula “não mudará em uma semana as posições que sustentou por 20 anos", embora considere que, “até agora, os sinais são positivos”.

Previsões

Em entrevista em Porto Alegre, Lula afirmou que definirá seu ministério dentro do prazo que considerar necessário e que o dólar vai cair e chegará a R$ 2,90 ou R$ 3,00 "num espaço de tempo razoável".

Terça-feira, o mercado financeiro se acalmou. O dólar fechou a R$ 3,61, com queda de 3,98%. No fim do dia, a taxa de risco do país estava em 2.197 pontos, em queda de 8,31%. A Bovespa fechou com alta de 4,34%.

Crise externa

Depois de sete meses de expansão, a atividade industrial dos EUA se retraiu em setembro, segundo o índice do Institute for Supply Management (ISM).

O indicador recuou de 50,5 em agosto para 49,5. Abaixo de 50, o ISM aponta retração.

Recessão à vista

Segundo o índice, apurado junto a executivos de compras das empresas, o recuo se deu por causa do aumento dos custos com energia e da possibilidade de um ataque ao Iraque.

O resultado do ISM reforça o temor de que os EUA, depois de uma breve recuperação, estejam entrando em novo período recessivo.

Mudando de assunto

Em artigo de Paul Krugman no jornal The New York Times, o economista duvida da capacidade do presidente dos EUA, George W. Bush, de reagir à retração econômica.

Krugman sinaliza que Bush usa a ameaça de uma nova guerra contra o Iraque para evitar a discussão da crise econômica na campanha eleitoral americana.

Lá e cá

A crise externa, capitaneada pela retração americana, tornará ainda mais complexa a administração das dificuldades da economia brasileira, qualquer que seja o vitorioso da eleição deste mês.

Assim falou...FHC

“É tão bonito ver na TV, com tanta lógica, tanta bobagem”.

Do presidente da República, ao criticar o “voluntarismo” da oposição, segundo a qual bastaria vontade política para baixar os juros no Brasil.

Tudo é história

Ao discursar na solenidade de comemoração dos 38 anos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o presidente Fernando Henrique Cardoso criticou aqueles que defendem a “visão de um Estado dominador”, considerando-a um retrocesso.

Esse discurso seria uma “choradeira ptolomaica: como era verde o meu vale quando o governo mandava em tudo”. Foi uma referência ao astrônomo, geógrafo e matemático Ptolomeu, de Alexandria, que, na primeira metade do século 2, afirmou que a Terra era o centro do universo.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2002, 9h33

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