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Terça-feira, 1º de outubro.

Primeira Leitura: Lula põe em ação plano para vencer em 1º turno.

Reta final

Em busca da vitória no primeiro turno, o PT pôs em ação a estratégia de divulgar apoio de empresários e banqueiros a Luiz Inácio Lula da Silva. Segunda-feira, o presidente da Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecção (Abit), Paulo Skaf, divulgou nota em que diz que o melhor para o país é a vitória do petista já.

O presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, disse acreditar na vitória de Lula porque ele "fala aos corações das pessoas, e José Serra, não". Para tentar levar a disputa para uma segunda rodada, o candidato tucano apelou para Fernando Henrique Cardoso. Segunda-feira, pela primeira vez, o presidente participou de um comício de Serra, em Contagem (MG).

Até tu, Ruth?

Serra recebeu segunda-feira o apoio de intelectuais no Teatro Municipal de São Paulo. No evento, a primeira-dama, Ruth Cardoso, declarou ter certeza de que Serra estará no segundo turno, mas disse que um governo Lula "não seria um grande desastre".

Pediu, sim

Anthony Garotinho (PSB) confirmou que Roberto Mangabeira Unger, que elaborou o programa de governo de Ciro Gomes (Frente Trabalhista), o procurou há cerca de dez dias e propôs que ele e Ciro renunciassem em favor de Lula. Garotinho recusou.

Debandada

O PPS tenta evitar uma debandada da candidatura de Ciro e pretende reforçar a campanha no Rio, onde Leonel Brizola, presidente do PDT, um dos partidos da Frente Trabalhista, tem seu eleitorado. Brizola, que concorre ao Senado, quer aderir logo a Lula.

É cedo

As pesquisas divulgadas ontem e no domingo indicam que Lula tem chances de vencer já no primeiro turno, mas também apontam que, por enquanto, isso não está garantido. A margem é estreita, e até o nanico José Maria, do PSTU, pode pesar na balança.

Onda rosa

O favoritismo de Lula está provocando em muitos Estados o que o PT chama de "onda vermelha", mas que, em razão da fase "paz e amor" do partido, é mesmo uma “onda rosa”. Candidatos petistas têm chances de vitória em pelo menos dez Estados.

Cabo eleitoral

A atenção maior do partido é para São Paulo, onde José Genoino empatou com Maluf (PPB). No Senado, o PT pode ampliar a bancada de oito para até 12 cadeiras. Caso Lula vença no primeiro turno, será o grande cabo eleitoral da disputa nos Estados.

Recuo

Segunda-feira, o dólar abriu o dia em alta, chegando perto dos R$ 4 — R$ 3,967. O Banco Central interveio e a cotação recuou. Mas só depois que foi definida a Ptax, taxa que, ao lado dos juros, determina quanto será pago por títulos cambiais. Ou seja, seja depois que o mercado ganhou.

Quase parando

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,14% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2001. E esse resultado ainda não reflete os efeitos da crise financeira, que só devem aparecer no terceiro trimestre.

Pavor

Nem mesmo a presença da polícia conseguiu convencer os comerciantes do Rio, apavorados com as supostas ameaças de traficantes, a manter suas portas abertas segunda-feira. Os donos de lojas e restaurantes argumentavam que os policiais não estariam sempre ali.

Estado paralelo

O que se viu foi a prova de que o tráfico criou um Estado paralelo. Não é preciso ter certeza de que a ameaça é real, nem de que foram os traficantes que deram a ordem. Na dúvida, cumpra-se a lei (do tráfico).

Assim falou...Financial Times

“O sr. da Silva pode se mostrar mais eficiente do que muitos esperam.”

Do jornal econômico britânico sobre Luiz Inácio Lula da Silva em editorial publicado ontem, no qual afirmava que o mercado está reagindo com exagero à possibilidade de vitória do petista.

Lição da história

Em 1978, Fernando Henrique Cardoso, então no MDB, se junto ao então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Luiz Inácio Lula da Silva, para combater a ditadura. Pouco tempo depois, Lula se unia a vários setores da esquerda para criar o Partido dos Trabalhadores, que se propunha socialista. FHC ficou onde estava.

Depois de oito anos na Presidência da República, FHC conseguiu tirar Lula do socialismo ao fazer da sua “utopia do possível” o limite da esquerda que conta no Brasil. Além da linha estabelecida pelo presidente, estão, por exemplo, José Maria (PSTU) e Rui Pimenta (PCO).

Afora seus crentes, quem os leva a sério? O PT socialista está morto. E isso não tem retorno, ganhe o partido as eleições ou não. Se alguém tiver alguma dúvida, leia a entrevista que Lula concede à revista Istoé que está nas bancas.

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2002, 9h47

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