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Quarta-feira, 27 de novembro.

Primeira Leitura: Lula faz discurso conservador em reunião com CUT.

Como ser esquerda

O presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, estabeleceu um novo paradigma político terça-feira, durante reunião com as centrais sindicais brasileiras (CUT, Força Sindical, SDS, CGT e CAT). E o paradigma é, de forma simplificada, o seguinte: defendam o mesmo que o governo petista e serão de esquerda.

Piquete do sopão

Lula anunciou aos sindicalistas que "só pode dizer que não muda de idéia quem não tem idéia, porque quem tem, às vezes, muda." E é o caso. Com um discurso conservador, ele afirmou que o movimento sindical não deve se ater "à questão do reajuste de salário" e precisa entender que combater a fome é muito mais importante neste momento.

Utopia do possível

Em seguida, Lula acrescentou que o salário mínimo terá o reajuste possível. "Se tivermos condição de dar R$ 240 ou R$ 250, vamos dar. Mas, se não houver condições, é preciso ter coragem de dizer isso ao povo."

Luta política

O presidente eleito afirmou que "a parte organizada terá de buscar a outra parte. Isso é mais do que pedir 5% de aumento. Mais digno do que ter um reajuste de 5% é entender o movimento dos excluídos".

Novo léxico

Lula disse terça-feira que as centrais "serão chamadas à responsabilidade" e que o desafio de fazer o Brasil crescer não é apenas dele e do PT, mas de todos os setores, principalmente o sindical. Sobre as greves, teorizou: "Pelego não é quem não faz greve; pelego é quem faz greve sem saber a hora de parar".

Reescrevendo a história

Lula disse ainda que fez um "grande achado" durante a campanha presidencial: "O companheiro José Alencar", seu vice, hoje senador pelo PL de Minas.

"O movimento sindical não perderia nada se convocasse o Zé Alencar, que iria deixar muito dirigente que pensa que é de esquerda no chinelo", declarou.

Sindicalismo independente

A crítica ao movimento sindical foi aceita em tempo real por João Felício, presidente da CUT, que disse considerar "muito interessante o puxão de orelha" dado pelo presidente eleito.

Então tá

O coordenador da transição de governo do PT, Antonio Palocci, disse que a posição do partido pela manutenção das alíquotas mais altas do IR e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido não significa incoerência. Segundo ele, o PT está apenas cumprindo o que prometeu na campanha - não aumentar a carga tributária. "Não prometemos que não reduziríamos."

Assim falou...Lula

"Acabou a moleza [dos sindicatos]."

Do presidente eleito, em reunião com as centrais sindicais. "Vamos acabar com essa história do sindicato trabalhar só na época da data base." Lula pediu aos antigos companheiros que façam, em seu governo, "um sindicalismo cidadão".

Tudo é história

Depois da Guerra do Golfo, em 1991, discutia-se nos EUA a necessidade de o país diversificar seus fornecedores de petróleo, para não ficar dependente da Arábia Saudita. Quase doze anos depois, com um novo conflito armado no horizonte, cerca de um sexto do petróleo importado pelos EUA ainda vem dos sauditas.

A força política do país é ainda maior quando se considera que a Arábia Saudita é o único produtor com capacidade de reserva para suprir milhões de barris diários de petróleo que venham a faltar no mercado. E, desta vez, a família real que controla o país, uma aliado americano, condena os planos de uso de força contra o Iraque.

Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2002, 10h57

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