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Homicídio qualificado

Motorista é condenado a 19 anos por morte de radialista na Bahia

O motorista Paulo Sérgio Mendes Lima foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato do radialista Ronaldo Santana, ocorrido em outubro de 1997. O julgamento ocorreu em Eunápolis, Sul da Bahia, e os jurados acataram a tese do Ministério Público de homicídio qualificado mediante recompensa e condenaram o motorista por sete votos a zero.

Lima alegou inocência, mas caiu em várias contradições, como pedir perdão ao filho do radialista, Márcio Allan, que estava ao lado do pai no dia do crime. Ele confirmou que foi chamado ao gabinete do então prefeito de Eunápolis, Paulo Ernesto Dapé, candidato derrotado na última eleição para deputado estadual.

Lima disse que Dapé teria lhe pedido para que "desse um fim no radialista", que fez denúncias contra sua administração. Segundo seu depoimento, Lima esteve três vezes na emissora onde Ronaldo trabalhava para alertar o radialista sobre o risco que estava correndo.

De acordo com informações do jornalista Daniel Thame, assessor geral

de Comunicação Social da prefeitura de Itabuna, o Ministério Público conseguiu provar que Lima, além de participar do crime, contratou o executor dos tiros que mataram Ronaldo, Alexandro Borges, o Alex.

O promotor público João Alves Neto também indiciou Paulo Ernesto Dapé como mandante do assassinato. O ex-prefeito nega que seja o mandante e diz que é "vítima de perseguição política". Ele garante que tem provas de sua inocência, mas prefere voltar suas baterias contra o promotor, a quem acusa de ter feito "uma armação" para prejudicá-lo.

Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2002, 17h05

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