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Quarta-feira, 20 de novembro.

Primeira Leitura: FMI afirma que há 'afinidade' com política de Lula.

Parcerias possíveis

"Nós vamos continuar fazendo todas as parcerias que forem possíveis com o setor privado. Porque toda vez que o Estado não tiver condições de fazer, não pode castigar seu povo não fazendo as obras necessárias por conta de princípios." A frase é do presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva. Foi dita na segunda-feira, durante a inauguração de uma obra de saneamento em Ribeirão Preto.

Cargo blindado

A obra, da administração de Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto, foi feita em parceria com a empresa espanhola que controla a concessionária de saneamento da cidade. Com a frase, Lula "blindou" o coordenador de seu programa de governo e da transição - cotado para chefiar a área econômica - contra as críticas do próprio PT.

Esqueçam o que eu disse

A afirmação de Lula reflete uma formulação que é correta, mas que nunca foi a do partido que, ao contrário, sempre satanizou o processo de privatização como antro de corrupção ou como instrumento de entrega das riquezas do país aos estrangeiros.

Estelionato eleitoral

O PT foi eleito também por conta desse discurso. Mas o PT que vai governar, como afirma Lula, fará as obras necessárias mesmo que tenha de "rasgar" supostos "princípios". Alguns chamam a isso de racionalidade. Falta apenas explicar aos que votaram na mudança e aos próprios militantes do partido que Lula vai executar o programa econômico que, afinal, foi derrotado nas urnas.

Afinidades eletivas

Antonio Palocci reuniu-se terça-feira com a missão do FMI que está no Brasil. Ouviu do diretor-assistente do hemisfério ocidental do Fundo, Lorenzo Perez, que há "muita afinidade" entre a política econômica de Lula e o FMI.

Questão de fé?

O presidente do PT, deputado José Dirceu, disse terça-feira esperar que o Comitê de Política Monetária mantenha a taxa de juros básica da economia, hoje em 21%.

"Vamos torcer, rezar e pedir para que os juros não sejam aumentados", disse ele. A decisão sobre o juro sai hoje. A maioria dos analistas espera elevação.

Armadilha

A declaração de Dirceu foi uma tentativa de tirar o PT da armadilha em que o economista petista Guido Mantega colocou o partido na véspera, quando disse que não importa qual taxa de juros o presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, encontrará ao assumir o governo, pois ela será reduzida de qualquer forma.

Para todos os gostos

Num seminário promovido em Nova York pelo Council of Americas, analistas dos maiores bancos de Wall Street traçaram cenários para o Brasil que vão do muito pessimista ao otimista.

O mais pessimista: contração de 1% do PIB em 2003 e centralização do câmbio para evitar a fuga de capitais. O otimista: expansão de 2,3% e melhora da atividade econômica no segundo trimestre em 2003.

Anúncio anunciado

Lula deu terça-feira um prazo para anunciar os nomes de sua equipe de governo: até o dia 15 de dezembro. No grupo, deverá estar, além de Antonio Palocci, o deputado José Dirceu, que disse não desejar disputar a presidência da Câmara, como vinha sendo cogitado. "Prefiro ficar no governo", disse.

Quem manda

José Dirceu afirmou ontem que quem vai definir o valor do salário mínimo será "o presidente eleito, e na hora certa". Afirmou ainda que "o PT trabalha por um Orçamento que não tenha perda de receita, e para que não se crie mais despesa".

Assim falou...FHC

"Alca não é o céu e não é o inferno, mas também não é o purgatório."

Do presidente da República, dando sua opinião sobre o que significa, para o Brasil, a Área de Livre Comércio das Américas. Mas, afinal, o que pensa FHC?

Ironias da história

Numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada em 18 de agosto deste ano, o então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva tinha uma opinião muito clara e direta sobre a ação de empresas privadas em setores considerados estratégicos pelo PT.

"Empresas de setores estratégicos, como saneamento, não será privatizado no nosso governo, como também não privatizaremos Furnas, Petrobrás, Banco do Brasil e outras grandes empresas estratégicas", declarou Lula ao jornal. Como se viu em Ribeirão Preto anteontem, depois de eleito, mudou de opinião.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2002, 10h07

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