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Terça-feira, 19 de novembro.

Primeira Leitura: mercado reage positivamente ao efeito Palocci.

Sinal de prestígio

O presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, praticamente definiu, segunda-feira, o primeiro nome do futuro governo: Antônio Palocci, coordenador da equipe de transição do PT. Lula foi a Ribeirão Preto participar da inauguração de uma estação de tratamento de esgoto, obra da administração de Palocci.

Força maior

Em 2000, ao assumir a prefeitura, Palocci assinou um documento, registrado em cartório, afirmando que cumpriria todo o mandato. Durante a cerimônia, disse que não poderá recusar uma "convocação" do presidente eleito, embora tenha pedido mais tempo para pensar. A renúncia deveria ocorrer nesta segunda, mas agora está prevista para a próxima sexta.

O amigo...

O mercado reagiu positivamente à quase confirmação do nome de Palocci para compor o futuro governo. O dólar recuou 3,26%, para R$ 3,56. No fim da tarde, o risco caía 3,9%, para 1.643 pontos. A aposta é que o atual prefeito comandará o Ministério da Fazenda.

...do mercado

Em entrevista à Folha de S.Paulo no domingo, Palocci negou que o PT vá implementar o controle de capitais, cogitou a manutenção da CPMF com efeito arrecadatório a partir de 2004, disse que o partido não pensa em elevar a alíquota máxima do imposto de renda e que, no pacto proposto por Lula, os trabalhadores terão de dar sua cota de sacrifício.

Batata quente

Segunda-feira, Guido Mantega e Armínio Fraga mostraram como se movem as peças do xadrez da política monetária em tempos de transição e de inflação mais alta. Mantega, um dos principais assessores econômicos de Lula, disse acreditar que o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC vá elevar os juros em 0,5 ponto percentual.

Futuro distante

Já Armínio, presidente do BC, desconversou. Afirmou que vê alguma mudança positiva nas expectativas do mercado sobre a inflação, o que ele chamou de "segunda derivada".

Desejos secretos

"Isso [elevar os juros] é o que eu acho, e não o que eu gostaria que o BC fizesse. Pelo que conheço do BC, ele vai elevar o juro", disse Mantega. Claro que ele jamais admitiria isso, mas, se pudesse dizer o que realmente as circunstâncias apontam, Mantega estaria torcendo para que o Copom elevasse os juros.

Trabalho sujo

A lógica é simples: é melhor começar o ano com os juros mais altos e ter a expectativa de baixá-los ao longo de 2003 do que ter de elevá-los logo no início do mandato de Lula. A tarefa desagradável e impopular ficaria ainda a cargo do atual governo.

Hedge

Não por acaso, Mantega disse que a eventual elevação da taxa-Selic não prejudicaria uma trajetória descendente dos juros no início do governo Lula. Mas ponderou: "Tudo depende do cenário que for encontrado pelo governo, não do patamar em que estiver a taxa". Mantega previu também que o câmbio vai cair, mas não numa trajetória linear, e que a economia crescerá em 2003 "quase por inércia".

Assim falou...Lula

"Palocci dificilmente voltará a ser prefeito de Ribeirão Preto."

Do presidente eleito, em Ribeirão Preto, praticamente confirmando que o quase ex-prefeito de Ribeirão Preto, Antonio Palocci, estará no futuro ministério.

A história se repete

Para Lula, tudo se resolverá por meio do pacto social. Para o presidente da CUT, João Felício, a panacéia atende por outro nome: reforma tributária. Ontem, em entrevista à rádio CBN, ele defendeu a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais como forma de criar 1,7 milhão de empregos. Como contrapartida ao aumento de despesas para as empresas, a reforma tributária.

Essa "discussão casada", segundo Felício, aconteceria no âmbito do pacto. Ou seja, os trabalhadores ganham emprego e os empresários, redução de encargos. E quem perde? Lula foge dessa resposta. Felício deve achar que quem vai engolir o prejuízo é o Estado. Ele só não explicou como, já que há um superávit de 3,75% para ser cumprido e é preciso arrecadar mais para chegar lá em 2003, não menos.

O superávit, vale lembrar, é fundamental para garantir os dólares do FMI, sem os quais o país não fecha suas contas.

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2002, 9h19

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