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16 novembro 2002
No coração das trevas
Exclusivo: os detalhes do laudo da morte dos Richthofen.
O site Consultor Jurídico teve acesso a partes do laudo elaborado por Jane Mariza Pacheco Belucci, chefe dos peritos do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), sobre a morte do casal Marísia e Manfred von Richthofen - bem como às fotos feitas pela perícia no leito em que o casal foi assassinado.
O laudo deve se constituir numa das principais provas técnicas de que disporá o Ministério Público para postular a condenação de Suzane, filha do casal de 19 anos de idade, e dos autores materiais do crime, os irmãos Daniel e Christian Cravinhos.
As novidades ainda inéditas na mídia são as seguintes:
- O Instituto Médico Legal identificou pancadas de barras de ferro nas costelas de Manfred - o que pode indicar que ele estivesse de pé quando foi atacado.
- Durante a reconstituição feita na mansão do casal, um investigador da Polícia Civil, muito parecido com Manfred, deitou-se na cama para fazer seu papel na cena do crime. Ao vê-lo, Daniel começou a tremer e disse para a perita Jane Belucci "É o Manfred, veja como ele olha pra mim". Ao que a perita respondeu : "Você está nervoso, ele é um policial...vamos rezar para você se acalmar". E Daniel responde "Nós não acreditamos em Deus, não vamos rezar não".
- Foram dadas pelo menos seis pancadas em cada vítima com as barras de ferro. E com tamanha violência que o sangue respingou até no teto acima da cama.
- Christian disse à perita, na reconstituição, que as barras de ferro usadas no crime, por ele confeccionadas, eram tão cortantes que ele temia machucar a sua mão quando dos golpes. "Resolvi então fazer um cabo como num taco de beisebol, para que eu não cortasse as mãos".
- Os três envolvidos no crime também disseram à perita que lavaram as mãos e objetos usados no crime na água da piscina da mansão, para lavar o sangue do casal assassinado.
- Daniel confessou, também durante a reconstituição, que logo após as mortes, Suzane teria ido no escritório procurar os dólares, euros e reais de Manfred, sabendo onde estavam guardados: numa pasta de couro com cadeado de códigos numéricos. Ela, disse Daniel, resolveu rasgar a pasta. Ao que ele refere ter perguntado "Por que isso se você sabe o código?" Ao que ela teria devolvido "Estou rasgando para parecer um roubo".
A Polícia Civil levantou mais duas informações inéditas: a média de notas de Suzane, no primeiro ano de direito da PUC, foi 8, em todas as disciplinas; ela teria se indisposto com Manfred, com mais gravidade, numa briga no Dia dos Pais, em agosto, quando Manfred teria-lhe dado um tapa no rosto. Para a polícia, esse foi o "start" do planejamento do crime. Ligando isso com as boas notas, a polícia intui que a frieza de Suzane seria tamanha a ponto de ela planejar o crime por dois meses sem deixar que os planos mórbidos prejudicassem o seu desempenho escolar.
Consultor Jurídico também apurou que a polícia deve pedir exame de DNA nos cabelos dos três acusados. O objetivo é o de verificar se houve uso de a cocaína, que é expelida pelo corpo 48 horas após o uso. Contudo, nos cabelos, a droga deixa sinais até três meses após o consumo. Até agora não teriam sido feitos exames toxicológicos.
Nas fotos da perícia a que se teve acesso, Marizia aparece com os dentes rilhados e a boca aberta, como se tivesse emitido gritos esganiçados antes de morrer.
Revista Consultor Jurídico, 16 de novembro de 2002
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Depois do acima exposto , cabe apen...
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 24/11/2002.