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Quinta-feira, 14 novembro.

Primeira Leitura: País crescerá entre 2% e 3,5% em 2003, diz PT.

Posições relativas

A crise está fazendo com que o debate econômico volte ao eixo. E esse eixo está bem à direita do que o presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, prometeu na campanha eleitoral e ligeiramente à esquerda do malanismo.

Descendo do palanque

A inflação, em alta, obrigou Lula a se pronunciar sobre o tema, reforçando a mensagem dada antes pelo coordenador da transição, Antônio Palocci, que assegurou uma "luta implacável" pela estabilidade.

Quarta-feira, o presidente eleito reconheceu que a inflação é "preocupação de 175 milhões" de brasileiros e que ninguém deseja seu retorno. Uma declaração que poderia estar na boca de FHC em pessoa.

Na vida real...

Por ora, ao menos, o PT está sinalizando para a sociedade que não pretende conviver com uma inflação maior. O problema é como tornar compatível essa determinação - o que certamente levará o futuro governo a uma política monetária tão ou mais restritiva do que a atual - com a retórica de campanha, que convenceu 52 milhões de eleitores.

Rumo ao consenso

O ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore reconhece que a vulnerabilidade externa é um grave componente da economia brasileira. Tal afirmação é importante porque ele integra a corrente de pensamento econômico que não dava relevância ao endividamento externo.

No debate econômico, essa questão sempre foi atribuída ao chamado "pensamento heterodoxo".

Torcida

Para Guido Mantega, um dos principais assessores econômicos do PT, o Brasil vai crescer entre 2% e 3,5% em 2003. Na avaliação de Mantega, o Banco Central não deve elevar os juros na próxima reunião do Copom, na semana que vem, pois a medida não terá efeito sobre a inflação, que, segundo ele, não é de demanda.

Outra dimensão

O presidente da Fiesp, Horacio Lafer Piva, também defende a manutenção dos juros, mas suas projeções para o crescimento da economia brasileira em 2003 são mais modestas. Piva prevê avanço de 1,5% a 2% do PIB.

Aperto

Já o economista José Roberto Mendonça de Barros é categórico ao afirmar que dificilmente o Brasil crescerá no ano que vem. Para ele, o cenário de dificuldades internacionais e o baixo crescimento do PIB brasileiro em 2002 farão com que o governo Lula tenha de manter políticas monetária e fiscal austeras.

Assim falou...Paulo Guedes

"Se você acha que estamos numa crise, foi a PUC que pariu."

Do economista e presidente do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec), em debate promovido pela revista Exame sobre o governo Lula. Ele se referia à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, cujo pensamento econômico foi dominante no malanismo.

Estava escrito

Na última segunda-feira, o site Primeira Leitura (www.primeiraleitura.com.br) dizia que não restava a Saddam Hussein senão ganhar tempo e aceitar os termos da resolução da ONU, sob pena de antecipar uma ofensiva americana contra o país: "Os debates no Parlamento iraquiano devem se estender até esta terça, mas a sessão de abertura dessa instância controlada totalmente por Saddam Hussein permitem supor que a Casa caprichou na retórica anti-Ocidente, condenando a resolução do Conselho de Segurança nos mais agressivos termos, para, ao fim e ao cabo, o ditador iraquiano entrar em cena e fazer um gesto de "conciliação e serenidade", aprovando o novo regime de inspeções de armas da ONU".

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2002, 9h24

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