Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Terça-feira, 12 de novembro.

Primeira Leitura: missão do FMI servirá de recado para Lula.

Ordem

A missão do FMI que chegou ao país no fim de semana e começa a trabalhar hoje, em Brasília, veio para fazer um relatório técnico mais do que rotineiro. Segundo o assessor do organismo, o brasileiro Francisco Baker, a equipe não encontrará problemas no país, já que "os fundamentos estão em ordem".

Balanço

O saldo final da missão, apurou Primeira Leitura, será mais político do que técnico-econômico: servirá como uma espécie de elogio ao rigor fiscal do governo Fernando Henrique Cardoso - o que servirá de recado para o sucessor.

Além do discurso

Em relação ao governo Lula, Baker afirmou que o encontro com a equipe de transição será apenas um "contato inicial". O chefe da equipe do Fundo, Jorge Marquez-Ruarte, veio com a orientação de saber quais são as reais intenções do governo do PT, uma vez que o partido não apresentou até agora nenhuma proposta concreta e tem apenas as declarações do ex-prefeito de Ribeirão Preto e coordenador do programa de governo, Antonio Palocci, como fiadoras de tudo o que Lula prometera antes, durante e depois da campanha eleitoral.

Fiador da continuidade

Palocci - elogiado pelo The Wall Street Journal como a "estrela em ascensão" da equipe de Lula - encontrou-se, em Brasília, com o ministro Pedro Malan, da Fazenda, e o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. Com Maciel, é o segundo encontro em menos de uma semana.

Guerra fiscal

Para o adjunto de Everardo Maciel, Ricardo Pinheiro, qualquer projeto de reforma tributária passa por um acordo sobre o ICMS, que está sob alçada dos governos estaduais. Na avaliação de Pinheiro, isso pode dificultar a discussão sobre o tema.

Mais um aperto

O partido está preocupado com o Orçamento de 2003, o primeiro do governo Lula, e quer aumentar as receitas, o que pode ser conseguido por meio de um "pequeno aumento da carga tributária" em produtos de largo consumo, como combustíveis, cigarros e bebidas.

Papai Noel...

Neste trimestre, o consumo nos EUA pode ter o pior desempenho desde 1993, segundo pesquisa com 50 economistas publicada pelo The Wall Street Journal.

O levantamento também revela que o Natal deste ano deve ser o pior em uma década, com crescimento de apenas 1,1% no consumo pessoal.

...não existe

Depois do estouro da bolha da internet nos EUA, foi o consumo aquecido dos americanos que sustentou a atividade econômica, antes do crescimento do mercado imobiliário.

Assim falou...George W. Bush

"Vou empregar toda a força e poder militar dos EUA, e vamos triunfar."

Do presidente americano, afirmando que o país atacará o Iraque se isso for necessário para a segurança dos EUA.

Tudo é história

O preço do petróleo subiu fortemente ontem, na expectativa da resposta oficial do Iraque à nova resolução da ONU que endureceu o regime de inspeção de armas no país, arquitetada pelos EUA e pela Grã-Bretanha, especialmente depois que uma comissão do Parlamento iraquiano - controlado, claro, por Saddam Hussein - recomendou sua rejeição.

Em Londres, o barril do óleo tipo Brent chegou a US$ 24,20, US$ 0,62 acima do fechamento de sexta-feira. Nos EUA, no fim da tarde, atingia US$ 26,38, US$ 0,58 a mais que no fim da semana passada.

A experiência da Guerra do Golfo, iniciada em 1991, mostra que os preços da commodity sobem no período que precede o conflito, pela tensão gerada no mercado internacional, e voltam a cair uma vez iniciados os bombardeios. Essa dinâmica pode se repetir agora, principalmente porque o fornecimento do Kuwait não está, em tese, ameaçado.

Revista Consultor Jurídico, 12 de novembro de 2002, 9h58

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 20/11/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.