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Exclusão digital

Brasil tem 15% da produção científica selecionada para evento na Índia

A International Conference on Universal Knowledge and Language - 2002 está promovendo o fórum mundial de cientistas em Goa, na Índia. A intenção é discutir alternativas para combater a exclusão digital, com o apoio da ONU. O evento acontecerá de 25 a 29 de novembro.

Em 2001, o evento foi realizado na China, em Suzhou. O assunto é de especial interesse para o governo eletrônico e para a organização política e jurídica internacional.

O tema central do evento é o Universal Networking Language - UNL, apontada por especialistas como um poderoso instrumento de combate ao "Digital Divide", na medida em que permite a tradução instantânea de documentos, preservando as especificidades e diversidades culturais. Um texto passa do japonês diretamente para o russo, por exemplo, sem que a pessoa tenha que "raciocinar" em outro idioma.

O comitê cientifico do evento conta com a presença de vários pesquisadores internacionais, como o presidente do comitê, professor e escritor Umberto Eco, autor do best-seller "O Nome da Rosa". A conferência terá a participação de um grupo com fortes titulações e bastante abrangente, com 39 avaliadores de vários lugares do mundo, incluindo países como Índia, Rússia, França, China, Espanha, EUA, Japão, Itália, entre outros. Um fato relevante é que existem mais avaliadores do que trabalhos selecionados (39 para 20) o que denota um processo rigoroso e criterioso de seleção.

Entre 20 trabalhos selecionados em todo o mundo, três são do Instituto Jurídico de Inteligência e Sistemas (Ijuris), ligado ao programa de pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. Com isso, o Brasil é responsável por 15% da produção científica selecionada para o evento.

O pesquisador do Ijuris, Hugo César Hoeschl, que estará participando do evento, explica que a ênfase em um evento com uma organização científica tão forte se explica pela importância estratégica que a ONU dedica ao assunto, tendo criado uma fundação específica para o tema, sediada em Genebra. "Outro fato significativo", disse Hugo, "é o pedido de patenteamento da UNL, feito em nome da ONU e assinado pelo próprio Kofi Annan, Secretario-Geral da entidade".

"Estamos muito satisfeitos por inserir o nome do Brasil em um fórum tão consistente, em uma posição de destaque", comemorou. Tambem integram a equipe que desenvolveu os trabalhos selecionados: Andre Bortolon, Ricardo Miranda Barcia, Adriana Gomes Alves, Gabriela Tissiani e Joel Ossamu Mitsui.

Leia também:

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Revista Consultor Jurídico, 11 de novembro de 2002, 18h17

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