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Liberou Geral

MP diz que indulto será feito apenas para esvaziar cadeias lotadas

O Ministério Público de São Paulo pretende reagir com virulência ao indulto de Natal que será oferecido aos presos de todo o Brasil pelo Ministério da Justiça.

O indulto ainda está sob a forma de anteprojeto. Mas, na quinta-feira, o promotor Carlos Cardoso, da diretoria-geral do MP paulista, ao analisar o documento, intuiu que o que virá desagradará aos promotores de todo o Brasil. "Se ficar como vem sendo prometido, será uma barbaridade", disse Cardoso a este site..

Carlos Cardoso, há três anos, vem cuidando, em articulações com promotores de todo o Brasil, para que os indultos não resvalem da lei do "liberou geral". "Olha, há três anos o indulto favoreceu um preso numa cidade satélite de Brasília. Ele matou toda uma família tão logo foi para as ruas. Só uma criança sobreviveu ao massacre, porque se escondeu no banco de trás do carro. O que quero denunciar é o seguinte: o governo não está pensando em favorecer esse ou aquele que mereceria o indulto. Está pensando, sim, em, esvaziar as cadeias de todo o país porque não se consegue mais conter a superlotação. Se esse indulto vier como pensamos que venha, toda a sorte de marginais, traficantes e homicidas irão para as ruas para desafogar o sistema prisional. Aviso que promotores de todo o Brasil reagirão com rigor ao indulto".

Cardoso não estipulou os números dos beneficiados com o indulto, bem como o governo. Mas prevê que "milhares e milhares de bandidos perigosos irão para as ruas".

Revista Consultor Jurídico, 9 de novembro de 2002, 23h35

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