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Balanço geral

Orçamento para 2003 foi destaque na conversa de Lula com FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu-se com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, para um jantar que consumiu cerca de três horas da noite de sexta-feira. Segundo o porta-voz do presidente eleito, André Singer, Lula pediu a realização deste encontro com Fernando Henrique, uma vez que o presidente estará fora do Brasil por uma semana, a partir de hoje.

O presidente eleito julgou que seria conveniente ter uma conversa antes da viagem de Fernando Henrique para tratarem "de assuntos gerais da transição". Segundo André Singer, a conversa entre o presidente da República e o presidente eleito foi uma balanço geral da condução do processo de transição de governo. "De um modo geral houve um acordo de que as coisas estão caminhando bem, se discutiu um balanço da transição em várias áreas, nos ministérios, em que ela está se processando", destacou Singer.

O porta-voz disse que Fernando Henrique e Lula discutiram, em especial, o Orçamento para 2003, mas não deu detalhes sobre o que foi acertado e questionado sobre o tema do salário mínimo. Singer disse que Fernando Henrique e o presidente eleito não discutiram este tema em especial.

De acordo com Singer, FHC e Lula também conversaram bastante sobre a posição brasileira no cenário internacional, e sobre a pauta do Congresso Nacional a ser votada ainda este ano. Cerca de 20 medidas provisórias ainda trancam a pauta do legislativo para que projetos prioritários possam entrar em votação.

O projeto que sugere a mudança de data da posse de Lula na Presidência não foi tema do encontro. Singer apenas reiterou que o presidente eleito possui preferência pela realização da posse após o dia 1º de janeiro de 2003. "Mas isso pode ser tema de acordo", revelou.

Segundo o porta-voz de Lula, a missão do Fundo Monetário Internacional estará no Brasil na próxima semana, e o presidente eleito irá discutir com seus assessores no final de semana os termos da revisão do acordo firmado pelo Brasil. Singer disse que os assuntos não serão apenas econômicos. Ele também não revelou quem discutirá com o presidente eleito a revisão do acordo. "O tema pode ser tratado dentro das discussões sobre as relações internacionais do Brasil", afirmou.

Com Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 9 de novembro de 2002, 2h39

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