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Espaço cultural

Pau-Brasil é lançado em exposição no Rio de Janeiro

O livro Pau-Brasil, coordenado pelo jornalista Eduardo Bueno, o Peninha, será lançado na segunda-feira (11/10), no Espaço Cultural da Marinha. O lançamento ocorrerá durante a mostra O Pau-Brasil em Nossas Raízes.

A exposição é organizada pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha, o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. Na ocasião, Bueno e os demais autores nacionais da obra farão uma sessão de autógrafos para os convidados, durante o coquetel de inauguração.

Pau-Brasil é o primeiro volume da Coleção Quatro Ciclos, concebida pela Axis Mundi Editora, que convidou o escritor Eduardo Bueno para coordená-la. Bueno chamou pesquisadores e especialistas de renome internacional para também assinarem os capítulos, com o objetivo de montar uma "história real e iconográfica do pau-brasil", como ele define a obra.

A obra é ilustrada com 171 imagens, belas fotos produzidas por Fernando Bueno, mapas, gravuras e outras iconografias pesquisadas em livros raros, pertencentes à biblioteca de José e Guita Mindlin. Para realização do projeto gráfico foi convidada a artista gráfica Diana Mindlin.

Mostra

Cada capítulo do livro transformou-se em tema para os oito módulos da exposição. Pinturas, painéis fotográficos, mapas, cartas, maquetes, diorama, corantes naturais, caseiros e industriais e, claro, ele próprio - exemplares de pau-brasil -, entre outras atrações, ilustram a mostra.

No primeiro deles, tachos, tecidos tingidos com pigmentos naturais, painéis com reproduções de ilustrações da época, além dos próprios corantes - que contam a evolução da tinturaria desde a antiguidade até os nossos dias - mostram como se dava o processo de tingimento nos séculos XV e XVI.

A exposição continua com a primeira viagem exploradora (1501-1502), comandada por Gonçalo Coelho, e da qual participou Américo Vespúcio, que relata haver na nova terra "muitíssimo brasil". O visitante conhecerá raridades, como uma réplica do planisfério Cantino, que traz a primeira representação do Brasil em um mapa.

Na seqüência, painéis com mapas e pinturas revelam a história dos primeiros arrendamentos para a exploração do pau-brasil e do comércio da nova terra; fica evidente, também, a contribuição do índio nesta atividade.

"De Santa Cruz a Brasil" é o próximo tema, que conta a verdadeira origem do nome Brasil. Várias reproduções de mapas antigos apresentam as ilhas míticas, além de textos explicativos escritos por Max Justo Guedes.

A seguir, entram em cena os franceses e o contrabando na "Terre du Brésil". Duas ampliações de mapas da época do descobrimento reproduzem como era feito o tráfico de pau-brasil. O episódio torna-se ainda mais claro no painel de mais de 2 metros de comprimento, réplica do relevo em carvalho L' Isle du Brasil, de 1530, que faz parte do acervo do Museu de Rouen (França) e era parte do frontispício da casa de um mercador de pau-brasil. A obra traz em detalhes o abate, carregamento e transporte da madeira.

O módulo seguinte aborda as capitanias hereditárias e a continuação do contrabando do pau-brasil, por meio de uma série de gravuras cuja autoria supõe-se que seja de Hans Staden.

A etapa subseqüente da mostra é "Moda e Tecnologia". O cerne da árvore foi aproveitado pela indústria de tinturaria européia para substituir outros corantes, especialmente orientais, utilizados para dar aos panos as cores vermelha e púrpura, até então de preços elevadíssimos.

O simbolismo desta cor e o uso dela pela Igreja Católica são alguns dos tópicos abordados neste módulo, que traz reproduções de obras de Velásquez, como o poeta Luiz de Gôngora, o infante D. Carlos, o infante D. Henrique e Felipe IV. Numa vitrine estarão expostas lãs tingidas com pau-brasil e a farda vermelha de um fuzileiro naval.

O roteiro se encerra com a bibliografia existente sobre o pau-brasil, além de painéis fotográficos, e aborda o futuro da árvore: a devastação da Mata Atlântica, a situação de quase extinção da árvore-símbolo do país e as reservas ecológicas que ainda restam.

Revista Consultor Jurídico, 8 de novembro de 2002, 9h34

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