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Cartões inteligentes

Tecnologia dos smart cards está em desenvolvimento no país

No Brasil, o mercado dos smarts cards está em desenvolvimento. O principal segmento conquistado pela tecnologia é o da segurança. Várias empresas já adotam esse expediente para o controle de acesso à suas instalações e, em função da grande capacidade de armazenamento, começam a inserir outras informações no cartão: histórico médico, vales-transporte, tíquetes alimentação.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é uma das empresas que já aderiu à tecnologia. Os smart cards da companhia armazenam informações sobre o horário de entrada e saída dos funcionários, o controle de acesso a determinadas instalações e histórico médico. Segundo Cláudio de Alemida, engenheiro de aplicações da Siemens Security, empresa que forneceu os cartões à CSN, as informações são inseridas conforme a empresa vai adquirindo confiança na tecnologia. "Além da segurança, o que mais impressionou a direção da companhia foi a resistência do cartão. Eles contam que um funcionário que operava auto-fornos esqueceu de retirar o cartão sob a roupa de amianto e, mesmo deformado pelo calor, continuou funcionando", conta ele.

Uma das experiências pioneiras com smart card no país foi realizada pela prefeitura de Curitiba, em 1997. Nessa época, cinco mil funcionários da prefeitura receberam o smart card para ser usado como identidade funcional, para fazer compras em supermercado, serem utilizados como vales-transporte em ônibus e metrô e empréstimos bancários com desconto na folha de pagamento. A receptividade ao projeto foi tão grande que ele foi estendido a outros funcionários do município e, também, outras cidades passaram a adotá-lo.

Um setor em que as empresas que fabricam o chip dos smart cards apostam é o de telefonia. Começam a chegar ao país os celulares com capacidade para o recebimento do chip, onde ficam armazenadas as informações do usuário do celular. E, no caso da telefonia móvel, está sendo estudada uma forma dos telefones públicos aceitarem créditos via smart card, como já ocorre na Europa.

Também o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publica, em breve, resolução que obriga os veículos novos a adotarem um dispositivo de identificação e localização. Segundo o ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, a tecnologia "será uma segurança a mais para os proprietários de veículos, especialmente para os de carga". As informações dos veículos serão obtidas pela polícia via leitoras ópticas. A expectativa do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é que o chip não onere o custo do automóvel em mais que cinco dólares. Ainda de acordo com o Denatran, os veículos que saírem de fábrica terão que ter um mecanismo instalado e os que já estão no mercado caberá ao proprietário fazer a opção. Outro projeto em estudo no ministério da Justiça é o da adoção de um cartão inteligente contendo os dados para identificação das pessoas em substituição a carteira de identidade.

Um problema a ser resolvido com os smart cards é com relação à comunicabilidade. Com tantos projetos de utilização de cartões, cada qual com um padrão diferente, corremos o risco de acabar com a carteira recheada de cartões com chips, cada um para uma função. Para contornar a situação, as empresas buscam acordos para estabelecer padrões tecnológicos. A idéia é desenvolver uma plataforma universal para o funcionamento do smart card, onde cada empresa ofereceria os serviços que quisesse.

Fonte: Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2002, 23h51

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