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Smart card

Documento e dinheiro serão substituidos por cartão inteligente

Num futuro bem próximo, não só notas e moedas antigas serão peças de museu. Todo o dinheiro que movimentamos sob a forma de cédulas ou peças de metal será substituído por um cartão plástico dotado de chips capazes de processar e armazenar informações.

Chamados de smart cards (cartões inteligentes), esses dispositivos além de registrarem um histórico da movimentação financeira do usuário - débito em conta e cartão de crédito - têm capacidade para acumular informações médicas, dados de identidade pessoal, controle de acesso a lugares reservados, bilhetes de ônibus, créditos para telefones. São milhares as possibilidades de aplicações, afirmam as empresas envolvidas com a tecnologia. "O smart card substituirá todos os cartões, documentos e o próprio dinheiro que o usuário normalmente leva em sua carteira", acredita Sérgio Passaretti, gerente comercial da Siemens Security.

Similares na forma aos cartões magnéticos e de crédito, os smart cards se diferem na capacidade de armazenamento, que pode chegar até a 500 vezes a de um cartão de tarja magnética. Na tarja, são armazenadas no máximo algumas centenas de caracteres - letras e ou números - que não podem ser processados. O chip incrustado nos smart card permite o armazenamento e microprocessamento de informações por meio de equipamentos de leitura eletrônica. Especialistas comparam a capacidade de processamento desses cartões a computadores de dez anos atrás.

Além da capacidade, a segurança é outra vantagem destacada pelas empresas que fabricam os smart cards. "Eles vêm com um código de fábrica, criptografado em 32 bits, e comportam diversos níveis de senhas, o que dificulta a clonagem", explica Cláudio de Alemida, engenheiro de aplicações da Siemens Security. Diferente do que ocorre com os cartões magnéticos cujas tarjas podem ser copiadas ou adulteradas. Em todo o mundo o rombo provocado por fraudes em cartões de tarja magnética supera os bilhões de dólares.

Os smart cards podem ser de contado ou de aproximação. No primeiro, e mais usual, é necessária uma unidade de leitura e ou gravação, ligada ou não a um computador, onde se insere o cartão para a carga. O cartão de aproximação é dotado de um pequeno transmissor de rádio para comunicação à distância efetuando a tarefa sem necessidade de contato físico. A opção por um ou outro modelo deverá levar em consideração o tipo de aplicação que será dada ao cartão. Para controle de acesso a lugares reservados, por exemplo, os técnicos indicam a versão por aproximação, já para funções monetárias o modelo ideal é por contato.

Como não guarda as informações de forma magnética o smart card não está sujeito a desmagnetização. As empresas também garantem que a tecnologia é mais resistente à interferências de campos eletromagnéticos de antenas de telefone celular, imãs, materiais magnéticos, descargas elétricas, eletricidade estática. Entretanto, como todo dispositivo eletrônico, a durabilidade do cartão será maior se cuidados prévios forem adotados.

Na Europa, os smart cards são utilizados há bastante tempo. Na França, país onde a tecnologia foi inventada na década de setenta, aproximadamente 100 milhões de cartões são emitidos ao ano. Apesar de já ser bastante difundidos no continente, os smart cards apenas começaram a conquistar os outros países nos últimos anos, porque ainda não existe uma tecnologia em comum, que facilite o processo de leitura. A situação começou a mudar a partir do momento que três grandes operadoras de crédito: Europay, Mastercard e Visa se uniram e criaram o padrão EMV.

Fonte: Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2002, 19h59

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