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Crime por encomenda

Conselheiro da OAB é assassinado em Mato Grosso

O advogado Waldemar Pereira Júnior, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, foi assassinato na noite de sexta-feira (1º/11) na cidade de Vila Rica, interior de Mato Grosso. O crime aconteceu quando o advogado se reunia com clientes no restaurante de um hotel da cidade.

Segundo testemunhas, um desconhecido vestindo jaqueta preta aproximou-se e disparou um tiro de revólver no rosto do advogado, que morreu na hora. As apurações feitas pela polícia local apontam para uma certeza: crime por encomenda. Waldemar atuava em processos envolvendo conflitos pela posse de terras na região.

Três pessoas suspeitas de serem mandantes já estão presas: Iron Bueno Pereira, Ivo Pereira Melo e Vilmar Rosa da Silva. O corpo de Waldemar Pereira Júnior foi removido para sua cidade natal, Catalão, interior de Goiás, onde foi sepultado no sábado.

Para o presidente nacional da OAB, é necessária uma ação mais efetiva do Estado para combater os casos de atentados e ameaças de mortes a advogados, que tem aumentado nos últimos anos.

Leia a nota da OAB

NOTA OFICIAL

O brutal assassinato do Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Waldemar Pereira Júnior, ocorrido sexta-feira, 1° de novembro, na cidade de Vila Rica (MT), choca a advocacia e expõe o estado de insegurança a que estão submetidos os profissionais do Direito no País, geralmente vítimas de assassinos patrocinados por pessoas interessadas em permanecer impunes perante a Justiça.

A situação é preocupante e tem o repúdio da OAB, que não poupará esforços para dar um basta a estas manifestações inaceitáveis de violência. O clima de insegurança endêmica que se espalha por todo o País exige uma ação rápida e enérgica das autoridades, sob pena de nos tornarmos reféns de pistoleiros de aluguel.

Waldemar Pereira Júnior, que morreu no cumprimento do exercício de sua profissão, foi vítima de uma violência cada vez mais estimulada pela impunidade.

Aos familiares de Waldemar, além da solidariedade, transmito a certeza de que a OAB não descansará enquanto seus assassinos não forem presos e julgados.

Rubens Approbato Machado

Presidente Nacional da OAB

Brasília, 02/11/2002

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2002, 12h38

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