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Sexta-feira, 1º de novembro.

Primeira Leitura: desafio do PT será aumento do salário mínimo.

O primeiro teste do PT

A bancada do PT no Congresso e a equipe de transição estão dispostas a fazer de tudo para viabilizar o aumento de 20% do salário mínimo, para R$ 240. O valor previsto no Orçamento é de R$ 211. É o primeiro teste do governo petista, que terá de recompor e realocar receitas para cobrir os custos do reajuste sobre as contas da Previdência.

O partido sabe que o aperto em 2003, para cumprir o acordo com o FMI, será grande, mas procura saídas para não frustrar expectativas e não ser acusado de mudar de discurso porque chegou ao poder.

Inflação, uma aliada

A inflação pode ser aliada do PT nessa empreitada. Segundo o relator do Orçamento, senador Sérgio Machado (PMDB-CE), como a inflação vai ser maior do que a previsto no projeto, haverá o PIB nominal será maior. A folga de recursos poderia ser usada para cobrir os gastos com o reajuste do salário mínimo.

Só o possível

Luiz Soares Dulci, secretário-geral do PT e um dos petistas mais próximos do presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, deu a nota de realidade no debate sobre o reajuste do salário mínimo. Segundo ele, será “o que for possível realisticamente, dentro das possibilidades financeiras”.

Base

Uma das prioridades do PT é construir uma base de apoio ao futuro governo no Congresso Nacional. Segundo Dulci, esse trabalho começa desde já, no processo de votações no Parlamento.

Por que mudou?

O líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior (BA), avisou que os tucanos defenderão o salário mínimo de R$ 240, como, aliás, propunha o PT. Jutahy pediu aos petistas argumentos para manter a alíquota de 27,5% do Imposto de Renda. “Por que o PT quer agora esta alíquota, depois de ter votado contra, no passado?”

PFL na oposição

O PFL decidiu fazer "oposição responsável, fiscalizadora e construtiva" ao PT, segundo o presidente da sigla, Jorge Bornhausen (SC).

Ele sugeriu a Lula que, em 2003, conduza o governo "com a mão fechada", mas ao mesmo tempo disse seu partido lutará pelo salário mínimo de R$ 240 e que é contra a alíquota de 27,5% do IR.

Nos braços do povo

Ainda em lua-de-mel com os eleitores, Lula não perde a chance de cumprimentar pessoas e dar autógrafos. Quinta-feira, ao sair de casa, em São Bernardo do Campo, repetiu a dose. “Se pudesse, beijava e abraçava todo mundo”, disse o presidente eleito.

Escolha difícil

Questionado pelos jornalistas sobre a dificuldade de manter esse comportamento quando assumir a Presidência, Lula admitiu que “vai ser uma briga” entre o ritual presidencial e sua “vontade de abraçar pessoas”.

Aposta errada

Pela primeira vez desde que o dólar bateu em R$ 4, quem apostou contra o Brasil perdeu dinheiro. Os investidores que compraram papéis cambiais no dia 1º de outubro vão amargar prejuízos, já que a queda do dólar no período não será compensada pelos juros.

Se FHC conseguiu...

O superávit primário em setembro foi R$ 10,253 bilhões. No ano o saldo já é de R$ 47,616 bilhões, ou seja, 5% do PIB, bem acima do acertado com o FMI (3,88%).

Tem gente no mercado que propõe que Lula assuma o compromisso de alcançar um superávit maior, 5%, por exemplo.

Assim falou...Luiz Gonzaga Murat

“A grande expectativa da indústria de alimentos é que temos um companheiro na nossa empreitada, que defende um programa contra a fome.”

Do diretor de finanças da Sadia ao reivindicar a redução da carga tributária para o setor. Murat também mandou um recado aos supermercados que tentarem boicotar os produtos cujos preços estão subindo: “Não venderemos nossos produtos com prejuízo”.

Ironias da história

A TV Globo já foi muito acusada por simpatizantes do PT pela derrota de Lula em 1989, quando a emissora encantou-se com Fernando Collor de Mello e exibiu, no Jornal Nacional, uma edição do debate final desfavorável ao petista. Tudo isso é passado.

Eleito presidente, Lula virou até vinheta da rede de TV. A razão é uma só. A Globo tenta evitar que a Secretaria de Comunicação Social, que concentra as verbas de publicidade administradas pelo Palácio do Planalto, vá parar no colo do PL, aliado do PT. Para quem não lembra: PL é o partido dos parlamentares ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, proprietário da TV Record.

Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2002, 9h30

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