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19/3/2002

Primeira Leitura: PFL deve se recusar a aprovar CPI do Grampo

Fazendo água

O PFL começou a fazer o balanço do rompimento com o governo e deve desembarcar da aliança com o PT para aprovar a CPI do Grampo. O mais provável é que a bancada do PFL no Senado se recuse a assinar o requerimento da CPI proposta pelos petistas.

Filhos pródigos

A questão, agora, para os pefelistas, é de que maneira voltar para o governo, já que isso começa a acontecer de forma desorganizada – nada pior para quem já vai voltar sem o status de aliado preferencial do Planalto, perdido para o PMDB na esteira da aventura Roseana.

Lambendo as feridas

Com o PFL sem rumo, deputados e senadores temem que as bancadas do partido diminuam nas eleições de outubro próximo. FHC espera que Roseana renuncie a qualquer momento e mandou dizer que quer o partido de volta à base aliada.

Costura

FHC quer fechar logo o acordo com o PMDB como forma de neutralizar as escaramuças do PFL contra o governo. O presidente repetiu a oferta da vaga de vice na chapa de José Serra, que já havia sido feita pelo candidato tucano. O PMDB vai discutir a proposta na direção nacional e já se comprometeu a não apoiar a proposta de CPI do Grampo.

Sem alarme

Os alarmistas diziam que a hora em que o PFL rompesse com o governo, os mercados iriam desabar. Não foi o que aconteceu, e mesmo com a artilharia verbal reinante em Brasília, os analistas apostam em peso numa nova redução da taxa de juros pelo Banco Central. O consenso em Wall Street é de um corte de 0,25 ponto percentual a 0,5 ponto.

Variável política

A decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros – a ser anunciada –, pode levar em conta o comportamento do PFL no Congresso. O Comitê de Política Monetária fará uma avaliação do quadro político-legislativo.

Armadilha

Armínio Fraga, presidente do BC, já confidenciou a assessores que uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros poderia ser usada pelo PFL para alegar que a administração da economia dispensa a aprovação da CPMF em regime de urgência. E não dispensa. Até porque a pauta do Congresso será travada por medidas provisórias.

Outras bombas

Embora ainda remota na prática, a possibilidade de um novo ataque dos EUA ao Iraque afeta o mercado de petróleo. A especulação fez o preço do barril passar de US$ 25 em Londres (contrato para abril), e o da cesta de óleos da Opep, que representa o preço à vista, se consolidar acima de US$ 22, que é a cotação mínima fixada no sistema de bandas da organização dos países produtores.

Perigo

Um aumento muito forte dos preços pode comprometer a recuperação da economia mundial, que mal começa a sair da recessão.

Assim falou… Gersaín Paz

“Há tantas forças obscuras que se torna difícil definir quem foram os autores.”

Do chefe de imprensa do Arcebispado de Cali, na Colômbia, sobre o assassinato do arcebispo Isaías Duarte Cancino – supostamente a mando de narcotraficantes.

Tudo é história

Uma reconhecida autoridade em armas biológicas dos EUA deu uma entrevista ao programa Newsnight, da BBC, dizendo que as investigações sobre os ataques com antraz no país estão se arrastando porque uma prisão poderia ser constrangedora para o governo.

Barbara Rosenberg, da Federação de Cientistas Americanos, sugeriu a existência de um projeto secreto da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) para testar modos de enviar antraz por correspondência – um programa que teria saído do controle.

Um membro-chave da operação poderia, segundo ela, ter desviado e remetido os microorganismos para parlamentares e jornalistas, matando cinco pessoas. Ouvida pela BBC, a CIA disse que “rejeitava totalmente” a teoria da cientista.

Revista Consultor Jurídico, 19 de março de 2002.

Revista Consultor Jurídico, 19 de março de 2002, 9h57

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