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15/3/2002

Primeira Leitura: PT e PFL tentam barrar ascensão de José Serra

Na mira

Com a promessa de apoio do PFL, o PT vai apresentar, na semana que vem, requerimento para a criação da CPI mista do Grampo. Os petistas querem investigar não só a suposta arapongagem sobre a candidata pefelista, Roseana Sarney, mas todos os casos de grampo no governo. O alvo dos dois partidos é o mesmo: o candidato tucano, José Serra.

Motivos diversos

PT e PFL consideram fundamental barrar a ascensão do ex-ministro da Saúde. Os petistas porque temem a polarização Serra-Lula em um eventual segundo turno. Os pefelistas porque querem, na pior das hipóteses – perdendo a opção Roseana e tendo de engolir um nome tucano –, juntar forças em torno de um terceiro candidato. O mais citado na bolsa de apostas é o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG).

Dúvida

Juntos, PFL, PT e os outros partidos da oposição têm parlamentares suficientes para aprovar a CPI. Resta saber se o partido de Jorge Bornhausen vai assinar sua primeira investigação contra o governo no Legislativo ou se quer apenas pressionar para retomar o espaço perdido depois do rompimento com o Planalto e do escândalo do R$ 1,34 milhão envolvendo Roseana.

Fato e versão

Cada partido tem sua versão para a ação comum. “Queremos ver se o PFL quer apenas gargantear e vender dificuldades para colher facilidades", disse o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), ao negar a aliança com os pefelistas. Já o PFL diz que precisa encontrar "novos parceiros" para mostrar a "força legislativa", agora que saiu do governo. Bornhausen, nessa situação, seria “refém da bancada".

Escolha política

Há quem diga que CPI é um instrumento de investigação como outro qualquer. Bobagem! Para apurar ilícitos sempre há o Ministério Público e as autoridades policiais. CPI é e sempre foi arma política.

Dois lados

Enquanto o presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, fazia um discurso duro contra o FMI (“Eles buscarão bodes expiatórios, dirão que [os culpados] são os governadores, que é a corrupção”), seu ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov, afirmava que a crise argentina é responsabilidade dos próprios argentinos, que, muitas vezes, buscaram "uma saída fácil" para os problemas.

Dublê de corpo

Por falar em Argentina, a última piada no mercado financeiro é que o ministro da Economia argentino, Jorge Remes Lenicov, é um Maílson da Nóbrega que fala castelhano. Como seu colega brasileiro, que terminou o governo Sarney com a inflação em mais de 80% ao mês, Lenicov também seria um adepto do “arroz-com-feijão”, administrando a crise.

Assim falou… FHC

“O Brasil não pode perder R$ 400 milhões por tricas e futricas.”

Do presidente da República, sobre os prejuízos, para o Tesouro, do atraso na votação da CPMF. A ruptura entre o PFL e o governo já adiou por duas semanas a votação em segundo turno, na Câmara dos Deputados, da proposta que prorroga a vigência do tributo.

Estava escrito

O Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovou a proposta do Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul que prevê a cobrança pelo uso da água do rio. Será a primeira vez que o setor privado – cerca de 7 mil indústrias – e prefeituras pagarão pela utilização de recursos naturais.

A idéia já foi defendida, em setembro de 2001, por Primeira Leitura: “Uma forma de evitar o desperdício seria cobrar pelo uso da água, o que, embora esteja previsto no Código de Águas, de 1934, ainda não foi instituído no Brasil. Atualmente, paga-se apenas pelos serviços de tratamento, distribuição e coleta. A captação bruta em rios ou no subsolo não é cobrada. A lei paulista, cuja regulamentação deve ficar pronta até o fim do ano, prevê tal mecanismo”.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2002.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2002, 9h44

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