Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

13/3/2002

Primeira Leitura: queda de Roseana em pesquisa desespera o PFL

Despencou

A pesquisa foi encomendada pelo próprio PFL: a presidenciável Roseana Sarney caiu 4,7 pontos percentuais no levantamento do instituto GPP, do Rio, 11 dias depois que a Polícia Federal encontrou R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo na empresa que a governadora maranhense tem em sociedade com seu marido, Jorge Murad. Na falta de uma explicação plausível para o dinheiro, Roseana tenta, agora, a última cartada: Murad, gerente de Planejamento do Maranhão, renunciou.

Ecos colloridos

Jorge Murad disse, em nota, que o dinheiro havia sido arrecadado por ele para financiar a campanha da mulher. A explicação lembra a montagem da “Operação Uruguai” do ex-presidente Collor, na época do impeachment – quando os colloridos tentaram, a posteriori, justificar a existência de recursos sem origem definida.

Fazendo água

Na mesma pesquisa GPP, o tucano José Serra passou de 12% para 15%. A queda de Roseana – que seria confirmada, em níveis ainda mais contundentes, por um levantamento do Ibope – está levando o PFL ao desespero.

O ex-ministro da Previdência Roberto Brant, do partido da governadora maranhense, disse que “havendo dúvidas, não há candidatura”.

Futebol e...

A queda de Roseana nas pesquisas eleitorais transformou em esporte nacional, entre empresários do país, lembrar histórias do poder durante o governo Sarney (1985-1989), quando a República do Maranhão dava as cartas no Planalto.

Lugares reservados

A expectativa de um recuo do PFL – com a desistência de Roseana Sarney – está fazendo com que FHC evite preencher os cargos deixados pelo partido na última semana. O presidente não acredita que os pefelistas tentem lançar outro candidato no lugar da governadora maranhense.

Por um destino insólito

A desativação das minas plantadas pelo clã dos Sarney no caminho de sua sucessão pode render a FHC um destino inesperado até por ele próprio: depois de governar sete anos com a direita – representada pelo PFL –, o presidente tucano tem chances de vencer uma eleição sem ela. Ou, pelo menos, com essa direita mais mitigada do que nunca nos anos recentes. Se acontecer, terá feito cabelo, barba e, sobretudo, bigode...

Dois estilos

O estilo FHC, porém, não vai sobreviver se ele vencer a eleição e fizer o sucessor. José Serra está mais próximo do estilo Mário Covas de governar – centralizador, no nível administrativo, e sem muita paciência para a negociação política miúda, no que o atual presidente é mestre.

Assim falou… Uzi Landau

“Nunca haverá um Estado palestino!”

Do ministro de Segurança Pública de Israel, durante uma acalorada discussão com o primeiro-ministro Ariel Sharon, segundo relato do jornal israelense Ha’aretz. Sharon tinha dito que a criação do Estado palestino seria inevitável.

Tudo é história

Quando a cotação do dólar na Argentina chegou a 2,48 pesos, o presidente Eduardo Duhalde disse que quem estava a apostar no dólar perderia dinheiro. Segundo ele, as intervenções do Banco Central do país deixariam a cotação da moeda abaixo de dois pesos.

A advertência lembra outra, feita por Domingo Cavallo há um ano, pouco depois de reassumir o Ministério da Economia da Argentina. Pai do regime de conversibilidade, ele chamou de míopes os analistas de mercado, que, segundo ele, apostavam contra o câmbio fixo. “Que percam, e percam muito”, disse. Em dezembro, Cavallo renunciou. Em janeiro deste ano, a conversibilidade chegou ao fim.

Revista Consultor Jurídico, 13 de março de 2002.

Revista Consultor Jurídico, 13 de março de 2002, 9h21

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 21/03/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.