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Sinal vermelho

PF faz devassa em empresa de Roseana no Maranhão

O Ministério da Justiça encarregou-se de divulgar, nesta sexta-feira (1º/3), a operação desencadeada pela Polícia Federal, no Maranhão, que teve por alvo o edifício onde funcionam pelo menos três empresas ligadas ao empresário Jorge Murad e à sua mulher, a pré-candidata do PFL, governadora Roseana Sarney.

A devassa, que resultou na apreensão de documentos e equipamentos, teve respaldo em mandado de busca e apreensão que a justiça federal do Maranhão fez cumprir, por precatória, a pedido da juíza Ednamar Silva Ramos do Estado do Tocantins. O processo investigatório é coberto por segredo de justiça.

Incumbiram-se da operação oito agentes e pelo menos três delegados da PF, que investigam empresas acusadas de utilizar irregularmente recursos da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Roseana Sarney emitiu uma dura nota oficial associando a devassa ao processo eleitoral e enfatizando o vínculo da Polícia Federal com o Ministério da Justiça. Segundo um assessor, a governadora considerou a iniciativa "um ato vergonhoso de perseguição política". A governadora negou que seu marido e gerente de Planejamento tenha se beneficiado de qualquer projeto relacionado à Sudam.

O senador José Sarney, ex-presidente, pai de Roseana e seu principal articulador político, enquanto a PF agia, deslocava-se para a Embaixada da Romênia, em Brasília. Ele recebeu o diploma de doutor honoris causa da Universidade de Arad. Abordado pela imprensa, ele não quis se manifestar publicamente.

O presidente do PFL, Jorge Bornhausen queixou-se ao presidente Fernando Henrique Cardoso que, em seguida, teria telefonado para a governadora. Bornhausen classificou a invasão das empresas como um ato de intimidação política.

Uma das empresas invadidas pela polícia foi a Lunus, cujos sócios são Murad, Roseana e o gerente de Qualidade de Vida do governo do Maranhão, João Guilherme Abreu.

A Lunus tem como objetivo social a participação societária em outras empresas. A segunda, é a Construtora Pleno, onde um dos sócios é o empreiteiro Severino Cabral, que já prestou serviços ao Estado e foi sócio de Murad num hotel na cidade de Balsas, a 900 km ao sul da capital.

Revista Consultor Jurídico, 1º de março de 2002.

Revista Consultor Jurídico, 1 de março de 2002, 20h37

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