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Sexta-feira, 31 de maio de 2002.

Primeira Leitura: comentário de Lula sobre Quércia rompe o limite

PT e as alianças

Na negociação com o PL, que abriga os interesses conservadores dos bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, o candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, silenciou os críticos ao dizer que a aliança se daria tendo por base o programa de governo do Partido dos Trabalhadores. Isto é, o PL se alia ao PT e não o PT ao PL.

O PT no limite

Lula caiu na armadilha das alianças heterodoxas ao dizer, candidamente, que o aval para as negociações com Quércia está no fato de que até hoje não há nada, em matéria de investigação e decisão jurídica, contra o ex-governador. Essa argumentação rompe o limite das negociações aceitáveis política e partidariamente para a história do PT, seus militantes e seus eleitores.

O PT aceitaria?

Será que o PT aceitaria o apoio do ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge, uma vez que não há nada contra ele em matéria de investigação e decisão jurídica?

PT Canadá

Sempre que precisa aprofundar o debate interno em torno de propostas de governo, formas de planejamento e formulação de políticas públicas sociais, a equipe do PT que trabalha nos bastidores da candidatura Lula debruça-se sobre as experiências canadenses.

Absolvição moral

Comparado a Quércia, Eduardo Jorge é mesmo desprezível política e partidariamente – o ex-secretário não tem um Pedro Simon a oferecer a Lula e ao PT. Esse é um argumento político sério. Já a conversa com Quércia, com base nos argumentos de Lula, cheira a absolvição moral do ex-governador paulista – o que ele quer com essas negociações com o PT e Lula.

Nova corrente 1

A ata do Copom e a política de preços da Petrobras obedecem a uma mesma lógica econômica. Trata-se de uma nova corrente entre os neoliberais, que já pode ser chamada de “realismo sem resultados”.

Nova corrente 2

Uma das características marcantes dessa nova corrente é o seu apego a fórmulas incompreensíveis e injustificáveis. Graças a uma, o BC não consegue reduzir os juros; graças a outra, depois de anos de investimento na auto-suficiência, os preços do petróleo no Brasil são os mesmos do mercado internacional. A única coisa certa é que o povo pagará a conta.

Está escrito

Um bom exemplo do Olimpo econômico criado pelo “realismo sem resultados” é a descrição do Banco Central sobre o seu modelo de projeções de inflação. Pois está lá, na ata do Copom, que “as projeções para inflação foram construídas com base na nova especificação do modelo estrutural que tem como variável explicativa o swap pré-DI de 180 dias, que substitui tanto a taxa Selic quanto a inclinação da estrutura a termo”. Ou seja, como é mesmo?

O perigo do limite

Quando o balão de ensaio aterrissar, muito provavelmente Quércia nem terá a mercadoria Simon para entregar. Não há prova, até agora, de que a oposição do PMDB à cúpula consiga derrubar na convenção de junho a decisão de o partido se aliar ao PSDB e apoiar José Serra. Já a frase de Lula, absolvendo-o, será usada por Quércia no horário eleitoral. É só esperar agosto chegar.

Assim falou...Guido Mantega

“Não vão ser feitas promessas inatingíveis, não há populismo nesta proposta, e os problemas vão ser solucionados gradativamente.”

Do principal assessor econômico de Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista na TV, ao afirmar que o programa do partido está em fase final de elaboração e deve ser anunciado nas próximas semanas.

A história se repete

Começou: a DaimlerChrysler anunciou que deve demitir "aproximadamente" 700 funcionários nas fábricas da Mercedez-Benz de São Bernardo do Campo e Campinas. A partir de segunda, dia 3 de junho, até dia 12 de junho, 2,5 mil trabalhadores da GM terão férias coletivas.

Na Fiat, cerca de mil dos 9 mil funcionários param entre os dias 10 e 30 de junho. Demissões e férias coletivas nas montadoras são dois dos indicadores mais seguros de crise econômica. Foi assim na desvalorização do real, em 1999, e em todas as crises anteriores. Ainda que o movimento não seja imediatamente perceptível, pois demora um pouco a se manifestar.

Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2002, 9h09

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